Percorrer por autor "Solas, Andreia Sofia Galhetas"
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- O ensino exploratório da matemática no 1º ciclo: desafios na prática do professorPublication . Solas, Andreia Sofia Galhetas; Mendes, Maria de FátimaEste projeto de investigação centra-se nos desafios que o professor enfrenta ao adotar uma metodologia de ensino exploratório da Matemática e tem como objetivo “Compreender os desafios com que o professor se depara ao usar uma metodologia de ensino exploratório na aula de matemática do 1.º Ciclo”. A partir deste objetivo, foram identificadas as seguintes questões: “Quais os desafios com que me deparo na preparação e condução de uma aula de ensino exploratório?” mais concretamente, “Quais os desafios com que me deparo na seleção das tarefas e antecipação das estratégias de resolução dos alunos, na apresentação da tarefa, na exploração da tarefa e na discussão e sistematização da tarefa?”. A metodologia que foi utilizada neste estudo baseia-se numa abordagem de investigação qualitativa, centrada na investigação sobre a prática. A recolha de dados envolveu a utilização de diferentes técnicas, nomeadamente a observação participante, a recolha documental e o inquérito por entrevista. Para apoiar a minha observação, recorri a alguns instrumentos como: fotografias, registos de áudio e notas de campo. A análise de dados foi realizada através da técnica de análise de conteúdo. Para a concretização desta investigação, foram dinamizadas aulas segundo a metodologia de ensino exploratório, recorrendo à adaptação de quatro tarefas de temáticas diferentes, o que me permitiu identificar desafios tanto na preparação como em todas as fases de uma aula que segue a metodologia de ensino referida. Na preparação da tarefa, surgiram dificuldades na seleção de tarefas adequadas, significativas e desafiantes e na antecipação das estratégias dos alunos, das suas dificuldades e de questões para apoiar as aprendizagens. Durante a apresentação da tarefa, a minha principal preocupação foi garantir o envolvimento dos alunos na temática. Na fase de exploração, os desafios centraram-se, sobretudo, na formulação de questões que não conduzissem o aluno à resolução e na seleção das estratégias pertinentes para a discussão coletiva. Por fim, a fase da discussão e sistematização da tarefa revelou-se a etapa mais complexa, exigindo, da minha parte, a gestão da participação dos alunos, a promoção do debate na turma e o estabelecimento de conexões entre as diferentes estratégias. Ainda assim, este processo permitiu-me reconhecer a importância da reflexão sobre a minha prática e compreender que a opção pelo ensino exploratório exige continuidade para que se torne uma abordagem eficaz no desenvolvimento do pensamento matemático dos alunos.
