Percorrer por autor "Santos, Nuno Alexandre Almeida"
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- O impacto das variações genéticas no diagnóstico e tratamento da hipercolesterolemia familiarPublication . Santos, Nuno Alexandre Almeida; Ribeiro, Ana ClaraA hipercolesterolemia familiar (HF) é uma doença monogénica com uma prevalência de cerca de 1 em cada 311 indivíduos, que resulta em níveis plasmáticos de colesterol de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) elevados ao longo da vida e com risco acrescido de doença cardiovascular aterosclerótica prematura (DCVA). Apesar desta prevalência a doença tem uma taxa de diagnóstico de 2.1% na infância ou adolescência, o que leva a HF não diagnosticada e que pode ser responsável por 1 em cada 10 enfartes do miocárdio antes dos 50 anos (Dharmayat et al., 2024). Este estudo visa rever as principais mutações do gene LDLR e outras alterações genéticas associadas à hipercolesterolemia familiar, analisando terapêuticas atuais e emergentes, e identificando potenciais marcadores para um diagnóstico mais preciso. A HF é causada por mutações nos genes que codificam o recetor LDL (LDLR), a apolipoproteína B (APOB), e a proproteína convertase subtilisina/kexina tipo 9 (PCSK9) (Beheshti et al., 2020). Na HF, os indivíduos homozigóticos (HoHF), apesar de ser uma doença Autossómica Dominante, existe uma forma rara de hereditariedade Autossómica Recessiva em indivíduos que têm a mutação no gene LDLRAP1, no qual a mutação deste afeta a capacidade de ligação da LDLRAP1 e em que impede a síntese do LDLR (McGowan et al., 2019). No entanto, os indivíduos heterozigóticos em HF (HeHF) têm maior prevalência, o que o que a torna uma das doenças hereditárias mais prevalentes e subdiagnosticadas (Abifadel &; Boileau, 2023). Atualmente, o diagnóstico consiste, em grande parte, questionar os doentes se tem antecedentes familiares que apresentam valores elevados de colesterol (Timoshchenko et al., 2024). O diagnóstico mais correto seria fazer uma análise ao perfil genético, ainda pouco implementado ou apenas usado em casos específicos. O estudo evidenciou a necessidade de reformular a abordagem ao diagnóstico da HF, promovendo uma maior implementação de testes genéticos e do diagnóstico em cascata, de modo a identificar mutações associadas, otimizar o tratamento e reduzir custos em saúde.
