Percorrer por autor "Santos, Maria Miguel Teixeira"
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- Relação entre a postura craniocervical e a má oclusão esquelética em doentes ortodônticosPublication . Santos, Maria Miguel Teixeira; Delgado, Ana Sintra; Botelho, JoãoObjetivos: Investigar a associação entre a anatomia craniocervical e a má oclusão esquelética na população portuguesa contribuindo assim para uma melhor compreensão do diagnóstico e tratamento ortodôntico. Materiais e Métodos: Para este estudo observacional e retrospetivo, foram analisadas 1309 telerradiografias de perfil digitais de indivíduos que procuraram a Consulta Assistencial de Ortodontia na Clínica Universitária Egas Moniz, entre 2012 e 2023. Após serem aplicados os critérios de exclusão e seleção aleatória obteve-se uma amostra de 108 telerradiografias. Foi realizada a calibração inter e intra-operador. A amostra foi subdividida pela classe esquelética e a sua respetiva severidade, determinada pelo ângulo ANB, o que resultou em 36 indivíduos por classe, igualmente distribuídos. De seguida foram realizadas as análises cefalométricas de Solow & Tallgren e de Rocabado para analisar a postura craniocervical. A análise estatística foi realizada através IBM SPSS Statistics versão 24.0 for Windows (Armonk, NY: IBM Corp.). Foram calculadas estatísticas descritivas como média e desvio padrão para as medidas cefalométricas. As médias populacionais foram estimadas calculando-se 95% de confiança nos intervalos (IC 95%). Foi utilizada a ANOVA para comparar as médias entre grupos e, para identificar quais os grupos que apresentam diferenças significativas, foi aplicado o teste de Tukey. Resultados: A amostra é composta por 63 indivíduos do sexo feminino e 45 indivíduos do sexo masculino, com uma média de idades de 29,12 ± 10,81. Foram obtidas diferenças estatisticamente significativas ao nível da rotação do ramo mandibular e na postura craniocervical em indivíduos de Classe II esquelética. Consoante a severidade das classes esqueléticas foram demonstrados resultados significativos ao nível da rotação do ramo mandibular e na postura craniocervical na Classe II esquelética severa. Conclusões: A divergência esquelética sagital está associada à divergência esquelética da postura craniocervical na população portuguesa.
