Percorrer por autor "Santos, Ana Margarida"
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- O papel do microbioma no desenvolvimento de doençasPublication . Santos, Ana Margarida; Barroso, Maria HelenaO corpo humano tem sido referido como um superorganismo. Este é colonizado por triliões de microrganismos, dos quais fazem parte várias espécies de bactérias, vírus, fungos e protozoários. O microbioma desenvolve-se desde o nascimento até às diversas fases da vida adulta, pelo que se considera o seu desenvolvimento um processo dinâmico, uma vez que este varia ao longo da vida, coexistindo com o seu hospedeiro e sendo parte ativa de diversos processos biológicos no nosso organismo. Ocorre variação interpessoal e intrapessoal, isto é, este é diferente tanto de pessoa para pessoa, como nos diferentes locais anatómicos de cada pessoa, pelo que se considera que cada ser humano possui um microbioma único. Ao contrário do que acontece com o genoma humano, o microbioma apresenta alguma volatilidade, isto é, pode sofrer grandes alterações nos microrganismos presentes no hospedeiro, devido a diversos fatores, nomeadamente dieta, idade, fatores genéticos e geográficos e administração de antibióticos. O trato gastrointestinal, mais precisamente o intestino, apresenta-se como o local do organismo humano que alberga o maior número e diversidade de microrganismos, exercendo uma maior influência sobre os mecanismos homeostáticos humanos. Desta forma, alterações que resultem num desequilíbrio hemostático na constituição do microbioma, poderão resultar em problemas para o hospedeiro, nomeadamente o desenvolvimento ou agravamento de diversas doenças, como diabetes mellitus, obesidade, doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas e doenças metabólicas. Ainda assim, as consequências resultantes destas disbioses podem ser reduzidas através da restauração ou modulação do microbioma, isto é, restabelecimento de um microbioma mais diverso e saudável, o que poderá ser alcançado através de bactérias que causam efeito benéfico (probióticos), por componentes da dieta (prebióticos), pela junção de ambos (simbióticos) ou ainda pelo método do transplante de microbioma fecal.
