Percorrer por autor "Rodrigues, Natacha"
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- As Atividades Sensoriais no Desenvolvimento Motor e Cognitivo de Crianças de 1 Ano em CrechePublication . Rodrigues, Natacha; Runa, AnaEste trabalho teve como objetivo estudar a influência das atividades sensoriais no desenvolvimento motor e cognitivo de crianças de 1 ano em contexto de creche. A pesquisa realizada procurou compreender de que forma estas atividades contribuíram para diferentes aspetos do desenvolvimento global, incluindo o comportamento emocional e social, bem como a perceção dos educadores sobre a sua importância. Para tal, foram analisados os efeitos das experiências sensoriais na motricidade, na cognição e nas respostas emocionais das crianças. Através de uma abordagem metodológica mista que combinou observação e análise de práticas pedagógicas, e da aplicação de um inquérito por questionário aos educadores, este estudo pretendeu evidenciar o papel fundamental das atividades sensoriais no primeiro ano de vida, reforçando a necessidade de intencionalidade na sua implementação. Os resultados obtidos demonstraram que as brincadeiras sensoriais são fundamentais para o desenvolvimento motor, cognitivo e emocional das crianças de 1 ano. A exploração sensorial contribui para a coordenação motora, o equilíbrio, a motricidade fina e a autonomia, promovendo também a curiosidade, a resolução de problemas e a aprendizagem ativa. Ao aplicar as atividades sensoriais observou-se que a exploração sensorial desperta sentimentos de prazer, surpresa e concentração, sendo frequentemente acompanhada por expressões de entusiasmo e motivação Por outro lado, as educadoras quando questionadas afirmam que as atividades sensoriais são importantes na área emocional e social, constituindo um apoio necessário às crianças na gestão das suas emoções, na interação com os pares e na construção da sua autonomia. Algumas educadoras justificam esta prioridade com a crescente necessidade de ajudar as crianças a lidarem com frustrações e a desenvolverem competências essenciais para uma convivência harmoniosa. A investigação também revela, no que respeita à perceção das educadoras face à implementação destas práticas, que, apesar do reconhecimento generalizado da sua importância, uma percentagem significativa das profissionais não possui formação contínua na área da estimulação sensorial. Assim, reforça-se a necessidade de investir na capacitação dos educadores, garantindo ambientes enriquecedores e experiências adaptadas às necessidades individuais das crianças.iii Apesar do reconhecimento da relevância das atividades sensoriais, o estudo identificou desafios na sua implementação, como a falta de tempo e recursos institucionais adequados, comprometendo a frequência e qualidade das experiências sensoriais oferecidas. Este estudo conclui que as atividades sensoriais são um pilar essencial para o desenvolvimento global das crianças no primeiro ano de vida, proporcionando aprendizagens significativas e sustentando futuras aquisições motoras e cognitivas. Apesar das contribuições deste trabalho, reconhece-se a necessidade de investigações futuras que analisem a influência das atividades sensoriais a longo prazo e em diferentes contextos educativos.
- Obesity, acute kidney injury and mortality in patients with sepsis: a cohort analysisPublication . Gameiro, Joana; Gonçalves, Miguel; Pereira, Marta; Rodrigues, Natacha; Godinho, Iolanda; Neves, Marta; Gouveia, João; Silva, Zélia Costa e; Jorge, Sofia; Lopes, José AntónioAlthough the prognostic effect of obesity has been studied in critically ill patients its impact on outcomes of septic patients and its role as a risk factor for acute kidney injury (AKI) is not consensual. We aimed to analyze the impact of obesity on the occurrence of AKI and on in-hospital mortality in a cohort of critically ill septic patients. This study is retrospective including 456 adult patients with sepsis admitted to the Division of Intensive Medicine of the Centro Hospitalar Lisboa Norte (Lisbon, Portugal) between January 2008 and December 2014. Obesity was defined as a body mass index of 30 kg/m2 or higher. The Kidney Disease Improving Global Outcomes classification was used to diagnose and classify patients developing AKI. AKI occurred in 87.5% of patients (19.5% with stage 1, 22.6% with stage 2 and 45.4% with stage 3). Obese patients developed AKI more frequently than non-obese patients (92.8% versus 85.5%, p = .035; unadjusted OR 2.2 (95% CI: 1.04-4.6), p = .039; adjusted OR 2.31 (95% CI: 1.07-5.02), p = .034). The percentage of obese patients, however, did not differ between AKI stages (stage 1, 25.1%; stage 2, 28.6%; stage 3, 15.4%; p = .145). There was no association between obesity and mortality (p = .739). Of note, when comparing AKI patients with or without obesity in terms of in-hospital mortality there were also no significant differences between those groups (38.4% versus 38.4%, p = .998). Obesity was associated with the occurrence of AKI in critically ill patients with sepsis; however, it was not associated with in-hospital mortality.
- Serum lactates and acute kidney injury in patientsPublication . Gonçalves, Miguel; Gameiro, Joana; Pereira, Marta; Rodrigues, NatachaAbstract:Granting the association of lactates with mortality has been largely ocumented in critically ill patients with sepsis, its association with the development of acute kidney injury (AKI) in this setting is not well established. We aimed to analyze the association of serum lactates at intensive care unit (ICU) admission with the occurrence AKI in a cohort of critically ill septic patients. Materials and methods: This study is retrospective including 457 adult patients with sepsis admitted to the Division of Intensive Medicine of the Centro Hospitalar Lisboa Norte (Lisbon, Portugal) between January 2008 and December 2014. The Kidney Disease Improving Global Outcomes (KDIGO) classification was used to diagnose and classify patients developing AKI within the first week of hospitalization. Logistic regression analysis was employed to determine factors associated with AKI development. Data were expressed as odds ratios (ORs) with 95% confidence intervals (CIs). Statistical significance was defined as a p-value < 0.05. Results: AKI occurred in 87.5% of patients with a maximum KDIGO category (19.5% with stage 1, 22.6% with stage 2 and 45.4% with stage 3). Serum lactates were higher among patients developing AKI as compared with non-AKI patients (mmol/L 29.9 ± 25.7 vs. 18.6 ± 9.3, p = 0.001; unadjusted OR 1.04 (95% CI 1.02–1.07), p = 0.001; adjusted OR 1.03 (95% CI 1.01–1.06), p = 0.024), and they were progressively higher in accordance with AKI severity (stage 1, 24.5 ± 18.7; stage 2, 25.5 ± 16.9; stage 3, 34.6 ± 30.7; p = 0.001). Conclusions: Serum lactates at ICU admission were independently associated with the occurrence of AKI in critically ill patients with sepsis.
