Percorrer por autor "Rodrigues, Maria Vieira"
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- Plano de Parto como Empoderador da Grávida na Tomada de DecisãoPublication . Rodrigues, Maria Vieira; Freitas, Maria João Baptista dos SantosO presente Relatório de Estágio (RE) pretende espelhar o meu percurso formativo na Unidade curricular (UC) Estágio com Relatório (ER), integrado no 13º Curso de Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia (CMESMO) da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, tendo subjacente a teoria da promoção da saúde de Nola Pender, que norteou a minha prática de cuidados e o desenvolvimento de competências de Enfermeiro Especialista Enfermagem Saúde Materna e Obstétrica (EEESMO). O Plano de Parto (PP) consiste num documento escrito elaborado pela grávida/casal onde este expressa os seus desejos relativamente ao seu trabalho de parto (TP) e parto. Este documento permite uma melhor comunicação com os profissionais de saúde, facilitando a realização das expetativas da grávida/casal relativamente ao seu parto (OE, 2012). Na primeira fase do estudo de investigação realizei uma Scoping Review (SR), segundo as orientações do Joanna Briggs Institute, para mapear a evidência científica existente, relativamente aos contributos do PP para a grávida. Os resultados obtidos, deram suporte à construção de dois instrumentos de colheita de dados para a segunda fase da investigação (estudo descritivo de abordagem quantitativa), que teve como objetivos: descrever os contributos do PP para o empoderamento da grávida e para a tomada de decisão; analisar a implementação e o respeito do PP pelos profissionais de saúde. A amostra foi constituída por 35 participantes. Os resultados da análise dos PP evidenciaram um respeito parcial do PP por parte dos profissionais de saúde, no que diz respeito aos desejos relativos ao TP em cerca de 50 % e no respeito dos desejos relativos ao nascimento e cuidados ao RN em cerca de 75%. Todavia, 91,42%. dos participantes sentiram que o seu PP foi respeitado pelos profissionais de saúde. Este estudo mostrou também que os participantes consideram que a utilização do PP lhes conferiu uma autonomia acrescida para uma tomada de decisão informada (M=3,54), ajudou a promover uma perspetiva mais positiva sobre o seu parto, aumentando o seu sentimento de controlo e empoderamento (M=3,57). Conclui-se que os resultados obtidos e alguns dos achados da SR são similares, o PP contribui para o empoderamento da grávida/casal na tomada decisão relativa às escolhas para o trabalho de parto e nascimento do seu filho, assim como, para a satisfação com a experiência de parto. Neste sentido, é fundamental que o EEESMO assuma um papel central em todo este processo, sendo o profissional de referência para apoiar a construção, discussão e implementação do PP.
