Percorrer por autor "Ribeiro, Wanderson Carlos de Oliveira"
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- Avaliação de desgaste dentário em reabilitações cerâmicas : abordagens clínicas e laboratoriaisPublication . Ribeiro, Wanderson Carlos de Oliveira; Vieira, Ana Maria; Nobre, ManuelA introdução de novos materiais cerâmicos na medicina dentária revolucionou a reabilitação oral, proporcionando estética superior e maior semelhança com dentes naturais, especialmente na região anterior. Nas últimas três décadas, a preferência por restaurações livres de metal cresceu, motivada pela busca por soluções estéticas, biocompatíveis e duráveis. Dentre os materiais desenvolvidos, destacam-se os sistemas de silicato e vidro, usados em facetas e núcleos, e as cerâmicas de alta resistência, como o óxido de zircónia e a alumina, indicadas para coroas e próteses em regiões de alta carga. Apesar das vantagens, a abrasividade desses materiais contra o esmalte antagonista ainda representa um desafio clínico. Embora falhas sejam raras, a compreensão dos mecanismos de desgaste é fundamental para melhorar a durabilidade das restaurações cerâmicas. Esta revisão narrativa visa analisar qualitativamente os mecanismos de desgaste em próteses cerâmicas, focando na progressão microestrutural dos danos e suas implicações clínicas. A pesquisa bibliográfica incluiu artigos publicados entre 2005 e 2025 nas bases PubMed, Scielo, Google Scholar e Cochrane, em português, inglês e espanhol. As coroas metalocerâmicas possuem alta durabilidade, com sobrevivência superior a 90% em até 25 anos, porém apresentam limitações estéticas. Cerâmicas como feldspática, dissilicato de lítio e zircónia são alternativas que equilibram estética, resistência e biocompatibilidade. A feldspática é indicada para áreas de baixa carga devido à baixa resistência, enquanto o dissilicato oferece melhor equilíbrio entre estética e resistência. A zircónia monolítica polida (Y-TZP) destaca-se por alta resistência e baixa abrasividade ao esmalte antagonista, sendo ideal para regiões de alta carga. Estudos mostram que a zircónia polida causa menos desgaste ao esmalte do que outras cerâmicas, graças à sua microestrutura e acabamento. A escolha correta do material, associada a polimento adequado e monitorização do desgaste, é fundamental para a longevidade e função das reabilitações protéticas.
