Percorrer por autor "Ribeiro, Tiago André Silva"
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- Caracterização da atividade muscular do complexo articular do ombro em utentes com dor cervical crónica de origem não específica: estudo transversalPublication . Ribeiro, Tiago André Silva; Domingues, LúciaIntrodução: A dor cervical crónica de origem não-específica (DCCNE) é uma condição músculo-esquelética prevalente. Estudos prévios apontam para uma possível associação entre a DCCNE e ativação muscular (AM) do complexo articular do ombro (CAO), especialmente os músculos axioscapulares. Existem estudos que analisam a AM do CAO em pessoas com DCCNE, mas os resultados são pouco consistentes e conflituosos. Objectivo: Descrever e caracterizar a AM do CAO em indivíduos com DCCNE, em relação a um grupo controlo saudável. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal de caso-controlo, com 30 participantes, divididos em grupo com DCCNE (grupos de casos) e grupo controlo, emparelhados por idade e sexo. A AM do Serrátil Anterior (SA), Trapézio Superior (TS), Médio (TM) e Inferior (TI) foi medida via eletromiografia de superfície (EMGs) durante tarefas de flexão do ombro. Avaliaram-se a intensidade de dor (END) e incapacidade funcional da cervical e do CAO (Neck Disability Index e QuickDASH). Resultados: Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na AM do CAO entre os grupos, sugerindo que esta é semelhante em pessoas com DCCNE e pessoas saudáveis. Contudo, observaram-se correlações moderadas, no grupo de DCCNE, entre o rácio TS/TI e intensidade de dor (ρ=0,542; p=0,037) e incapacidade funcional do CAO (ρ=0,600; p=0,018), indicando que a hiperatividade do TS relativamente ao TI pode estar associada a maior intensidade de dor cervical e incapacidade do CAO. Conclusão: Os resultados sugerem que a AM do CAO é semelhante entre indivíduos com DCCNE e saudáveis, embora desequilíbrios no rácio TS/TI no grupo de DCCNE possam estar associados a maior intensidade de dor na cervical e incapacidade funcional do CAO. Estes achados destacam a importância de estudos futuros que incorporem análises cinemáticas para explorar a interação entre a AM e a mobilidade da escápula, promovendo uma compreensão mais abrangente das adaptações musculares na DCCNE.
