Percorrer por autor "Ribeiro, Mariana"
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- Quantificação da esteatose hepática através de imagens de ecografia e ressonância magnética - estudo comparativoPublication . Ribeiro, Mariana; André, Maria AlexandraIntrodução: A esteatose hepática é uma condição frequente, caracterizada pela acumulação anormal de gordura nos hepatócitos, associando-se frequentemente a fatores metabólicos como obesidade, dislipidemia e estilo de vida sedentário. O estadio mais grave, a esteatose hepática não alcoólica, pode ter progressão para cirrose e carcinoma hepatocelular. Devido à elevada prevalência e à natureza silenciosa numa fase inicial, torna-se essencial recorrer a métodos de diagnóstico imagiológico fiáveis, não invasivos e reprodutíveis. Objetivo: O estudo teve como principal objetivo comparar a eficácia da Ecografia e da Ressonância Magnética (RM) na quantificação da esteatose hepática. Foi avaliado o grau de concordância entre ambas as técnicas e a sua relação com parâmetros clínicos, particularmente o Índice de Massa Corporal (IMC) e os valores de colesterol total e triglicerídeos. Metodologia: Realizou-se um estudo prospetivo, com uma amostra de 33 indivíduos, escolhidos na unidade de imagiologia de uma clínica na cidade de Coimbra. Os indivíduos da amostra foram sujeitos a uma ecografia hepática e RM abdominal no mesmo dia para a quantificação da gordura hepática. Os dados obtidos foram analisados estatisticamente com recurso ao software SPSS (v.29), aplicando métodos descritivos e correlacionais. Resultados: A uma parte dos participantes apresentou um IMC com valores que excedem o valor normal (11 excesso de peso e 4 obesidade), principalmente no sexo masculino. Observou-se uma correlação positiva entre os valores de IMC e os níveis de esteatose hepática detetados por ambas as técnicas. A RM apresentou maior sensibilidade e consistência na deteção e quantificação da gordura hepática, enquanto a ecografia, apesar de mais acessível e prática, demonstrou limitações na deteção de esteatose ligeira, especialmente em indivíduos com maior perímetro abdominal e gordura visceral. Os níveis de triglicerídeos associaram-se de forma significativa à presença de esteatose hepática, sobretudo no sexo masculino. Conclusão: A RM confirmou-se como o método mais preciso e reprodutível para a quantificação não invasiva da gordura hepática, sendo útil em contextos clínicos e na investigação. A ecografia, embora limitada na sensibilidade em casos ligeiros, mostrou-se eficaz na avaliação inicial e no acompanhamento de casos moderados a graves, principalmente quando associada a técnicas quantitativas. Assim, a utilização complementar das duas modalidades de imagem, adaptada à realidade clínica, pode alcançar um diagnóstico precoce e evolução da esteatose, ajudando num melhor controlo da doença hepática.
