Percorrer por autor "Ribeiro, Ana Margarida Martins"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Curso clínico da resposta ao tratamento em utentes com dor lombar crónica: estudo de coorte prospetivoPublication . Ribeiro, Ana Margarida Martins; Cruz, Eduardo Brazete; Pires, Diogo André FonsecaIntrodução: O curso clínico dos utentes com Dor Lombar Crónica de origem não-específica, em tratamento de fisioterapia, é muito heterogéneo. Para isto contribui a falta de uniformidade na escolha dos desenhos de estudo para avaliar o curso clínico dos resultados do tratamento e a grande variabilidade de critérios de resposta utilizados. Objectivo: Descrever o curso clínico da resposta ao tratamento multimodal de Fisioterapia na intensidade da dor, incapacidade funcional e percepção de melhoria em indivíduos com DLCNE, com avaliações repetidas semanalmente durante período de intervenção (8 semanas) e follow-up aos 3 meses após o início da fisioterapia. Metodologia: 135 utentes referenciados para a Fisioterapia, avaliados antes da intervenção e semanalmente durante 7 semanas e 3 meses após o início da fisioterapia. Os critérios de resposta foram determinados segundo a Diferença Mínima Clinicamente Importante para cada instrumento de medida: Escala Numérica da Dor para a intensidade da dor, Quebec Back Pain Disability Scale para a incapacidade funcional e Global Back Recovery Scale para a percepção de melhoria. Resultados: Dos 135 participantes, 117 completaram o período de intervenção e 105 completaram o follow-up de 3 meses. Relativamente à resposta ao tratamento, a obtenção da DMCI num primeiro momento de avaliação foi alcançada: na intensidade da dor em 68,9% dos participantes (n=93) às 8 semanas após o início do tratamento e 71,1% (n=96) no follow-up de 3 meses; na incapacidade funcional em 58,5% (n=79) às 8 semanas após o início do tratamento e 59,3% (n=80) no follow-up de 3 meses; na percepção de melhoria em 80,7% (n=109) às 8 semanas após o início do tratamento e 82,2% (n=111) no follow-up de 3 meses. Para este critério as medianas do tempo de sobrevivência foram alcançadas: às 3 semanas após o início da intervenção na intensidade de dor e percepção de melhoria e às 5 semanas após o início da intervenção na incapacidade funcional. A recuperação completa foi obtida por: 8,9% (n=12) às 8 semanas após o início do tratamento e no follow-up de 3 meses na intensidade da dor e por 0,7% (n=1) às 8 semanas após o início do tratamento e no follow-up de 3 meses na incapacidade funcional. Com este critério a mediana não foi alcançada para nenhum dos outcomes. Dos 96 utentes recuperados na intensidade da dor 67,7% (n=65) voltou a piorar; dos 80 recuperados na capacidade funcional 51,3% (n=41) voltou a piorar e dos 111 recuperados na percepção de melhoria, 32 (28,8%) voltou a piorar. Conclusão: Parecem haver diferentes padrões de recuperação entre os participantes, sendo que com qualquer critério surgiram participantes com probabilidade de recuperação e em vários momentos de avaliação. Ao longo do tempo o comportamento dos outcomes parece seguir um padrão de mudança: primeiro a percepção de melhoria, depois a intensidade da dor e por fim a incapacidade funcional, mas são necessários mais estudos para confirmar. Este estudo pode ser um contributo para o conhecimento do comportamento dos outcomes ao longo do tempo segundo diferentes critérios de sucesso estabelecidos.
