Percorrer por autor "Reis, Sara Beatriz de Sousa"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- As trajetórias profissionais dos profissionais LGBTQ+: um estudo exploratórioPublication . Reis, Sara Beatriz de Sousa; Marques, Maria AméliaAtualmente, debatem-se conceitos como tolerância, diversidade, inclusão, multiculturalismo, etc. Portanto, não deveria de ser um fator surpresa quando estes termos surgem, também, no local de trabalho. Porém, quando abordado em contexto laboral, o desafio torna-se maior. Gerir pessoas não é uma tarefa fácil. Fazer essa gestão enquanto se tenta valorizar e aproveitar as diferenças de cada trabalhador, pode ser ainda mais complicado de se decifrar. É por isso, que consideramos importante estudara inserção de minorias em contexto laboral. A minoria estudada neste projeto são os profissionais LGBTQ+. Neste contexto, definimos objetivos que se focam nas trajetórias profissionais destes profissionais e nos desafios que encontram no mundo de trabalho atual. Simultaneamente, procuramos conhecer a perceção de práticas organizacionais e do conceito de discriminação, bem como os contextos de trabalho. Para este estudo, foi utilizado uma metodologia qualitativa, através da realização de 8 entrevistas semiestruturadas, a 7 quadros e 1 não quadro. A técnica utilizada para escolha de entrevistados foi a de bola de neve. Para tratamento de dados, utilizámos a análise de conteúdo categorial. Os resultados obtidos indicam que estes profissionais procuram ambientes de trabalho onde estejam inseridos outros profissionais LGBTQ+, por serem ambientes mais abertos e com menos incidência de discriminação. No que diz respeito a revelar a sua identidade de género ou orientação sexual, no local de trabalho, a maioria dos entrevistados sentiu-se hesitante, com medo de alguma rejeição ou discriminação. No entanto, os que fizeram e quando fizeram, não se sentiram discriminados. Sobre o papel das chefias no processo de marginalização desta população, os entrevistados afirmaram que estes assumem um papel de extrema importância neste processo, pela dinâmica de poder que existe. Apesar de haver regulamentos internos anti preconceito nalgumas empresas, os entrevistados ficaram divididos nas respostas: uns consideram que estas são eficientes e outros consideram que apenas se encontram no papel. Quando questionados sobre o que pode ser mudado, a resposta foi uníssona: têm de ser feitas ações de sensibilização sobre o tema, pois a visibilidade é o caminho para a mudança
