Percorrer por autor "Pinteus, Pedro Miguel da Silva"
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- Feasibility and functional fitness impact of a face-to-face versus homebased supervised physical exercise program in women with breast cancer after treatment: a pilot studyPublication . Pinteus, Pedro Miguel da Silva; Castanheira, Pedro XavierIntrodução: A relevância da atividade física com terapia coadjuvante do cancro tem vindo a ser comprovada em vários estudos. Além da distância e dos custos, a pandemia do COVID-19 criou mais uma barreira ao exercício, tornando mais difícil o acesso a programas de exercício físico supervisionados em contexto presencial. As intervenções em contexto à distância, via internet, garantem a supervisão de programas individualizados e cientificamente validados, podendo ser uma maneira segura e eficaz de proporcionar o acesso a estes programas, a pacientes com cancro de mama, mantendo-os motivados. Este é um desafio das equipas multidisciplinares que acompanham estas pessoas. Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar a viabilidade, aceitação e eficácia de uma intervenção de exercício supervisionado de 8 semanas, em modo presencial (que é considerado o estado da arte) e modo supervisionado remotamente, em pacientes sobreviventes de cancro da mama, após tratamento primário, com intenção curativa. Os outcomes secundários incluíram medidas antropométricas (perímetro da anca, cintura, crural médio e bicipital) e aptidão funcional (força dos membros inferiores, força dos membros superiores, equilíbrio estático e flexibilidade) Método / Desenho: Este foi um estudo piloto randomizado controlado de 8 semanas com um total de 12 pacientes do sexo feminino, 33-65 anos, com diagnóstico de cancro de mama entre os estágios Ia-IIIa. Antes das avaliações iniciais, as participantes foram randomizadas para grupo presencial supervisionado e grupo homebased supervisionado remotamente com uma prescrição de exercício igual: 2 dias por semana de treino combinado (aeróbio, resistência e flexibilidade) e 1 dia de treino aeróbio, com pelo menos um dia de descanso entre cada sessão. Resultados: Não existiram abandonos durante a intervenção, logo a taxa de retenção foi de 100% nos programas supervisionados presencial e homebased. A adesão à duração do treino aeróbio teve um valor médio de 83%, em todos os participantes. Entre os grupos variou em entre 80% a 86%, homebased e presencial, respetivamente. A taxa de adesão ao volume prescrito (séries x repetições) de treino de força, teve um valor de 74% ± 28,2%, em toda a amostra. O grupo homebased apresentou valor um médio de 72,7% ± 39,2% e o grupo presencial um valor médio de 75,4% ± 14,6%. A taxa de adesão à frequência foi de 82,6% no grupo homebased e 80,6% no grupo presencial. Após a intervenção de 8 semanas, os grupos homebased e presencial melhoraram significativamente a força de preensão manual do lado não operado (grupo homebased 3,33 ± 2,06 p <0,05; grupo presencial 3,33 ± 1,50). Melhoria 9 significativa também foi observada favorecendo o grupo presencial no teste “sit to stand 30´´ com aumento do número de repetições (3 ± 2, p <0,05) e diminuição do perímetro da anca (- 3,08 ± 2,44, p < 0,05). Conclusão: Os resultados indicam que o protocolo On4Rehab foi viável e seguro para seus participantes. Também mostrou potencial para melhorar a aptidão funcional (força de membros superiores e inferiores) e medidas antropométricas (perímetro da anca). Os resultados são encorajadores para continuar a aplicar este tipo de programa de exercício combinado supervisionado de 8 semanas em amostras maiores, em estudos controlados randomizados e avaliar a sua viabilidade e efeito nos resultados de aptidão funcional.
