Percorrer por autor "Palheira, Telma Joana Sousa"
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- Perceções dos enfermeiros gestores das atividades com mais representatividade no seu quotidiano durante a pandemiaPublication . Palheira, Telma Joana Sousa; Fernandes, Henriqueta Ilda Verganista MartinsIntrodução: A pandemia SARS-CoV-2, declarada pela Organização Mundial de Saúde, aumentou o contacto com situações clínicas complexas e o desgaste emocional dos profissionais de saúde. Neste contexto, o enfermeiro gestor (EG) teve necessidade de estabelecer medidas e um plano de ação imediato para garantir a segurança e qualidade dos cuidados. Objetivos: Identificar as atividades maior representatividade no quotidiano dos EG’s; analisar a relação entre as atividades mais frequentes e as variáveis sociodemográficas e profissionais; identificar as atividades com maior representatividade na vida profissional e pessoal dos EG’s; analisar a relação entre a formação/orientações institucionais e as atividades mais frequentes dos EG’s; compreender a perceção da vivência dos EG’s, durante a pandemia. Método: Estudo misto, descritivo transversal. Amostra aleatória de 79 EG’s portugueses. O instrumento de recolha de dados foi um questionário online, com os itens da escala de perceção do trabalho do enfermeiro gestor de Martins et al, 2021. Os dados foram sujeitos à análise estatística descritiva e inferencial. Foram cumpridos os procedimentos ético legais. Resultados: A amostra do estudo foi maioritariamente feminina, com média de idade de 50 anos e especialistas em enfermagem de reabilitação. Possuíam cerca de 27 anos de experiência profissional, tendo em média de 12,6 anos em funções de gestão, na unidade onde se encontravam. Nas unidades da área de atuação, verificou-se que a maioria dos participantes estava alocada a unidades hospitalares, nas diversas especialidades. Todas as atividades desenvolvidas no âmbito da prática profissional, ética e legal, gestão de cuidados, gestão de recursos humanos, intervenção política e assessoria e desenvolvimento profissional foram expressas. A gestão de cuidados foi a atividade mais frequente, seguida da prática profissional, ética e legal. Existiu uma relação estatisticamente significativa entre a idade, os anos de exercício profissional e a intervenção política e assessoria. Todas as unidades tiveram necessidade de formação contínua. Não se verificou relação estatisticamente significativa entre a formação/orientações institucionais e as atividades mais frequentes, pelo facto de a amostra ser reduzida e existir homogeneidade de respostas. Da vivência da pandemia emergiram as esferas individual, familiar, social e profissional que se interligaram entre si. Conclusão: Os EG’s enfrentaram desafios complexos e dinâmicos, exigindo habilidades de gestão adaptativas e uma abordagem centrada nos clientes e profissionais de saúde.
