Percorrer por autor "Paiva, Fortunato Miguel Ribeiro de"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
- Ameaças híbridas-um desafio multidimensional à segurança internaPublication . Paiva, Fortunato Miguel Ribeiro deAs ameaças híbridas constituem um dos fenómenos mais complexos e disruptivos da atualidade, caracterizando-se pela utilização coordenada de instrumentos convencionais e não convencionais com o intuito de explorar vulnerabilidades políticas, sociais, económicas e tecnológicas. O presente trabalho analisou de que modo estas ameaças afetaram a segurança interna em Portugal, atendendo à crescente dependência digital, à relevância das infraestruturas críticas e à inserção do país em organismos internacionais de segurança e defesa. Procurou-se compreender as dimensões do fenómeno, identificar os vetores mais relevantes – como os ciberataques, a desinformação, a instrumentalização de fluxos migratórios, a radicalização e as vulnerabilidades das infraestruturas críticas – e avaliar o seu impacto na prevenção e segurança, na ordem pública e na investigação criminal. Demonstrou-se que as ameaças híbridas não se circunscreveram ao domínio da defesa, afetando diretamente a segurança interna, exigindo uma resposta integrada e multidimensional. Identificaram-se ainda os principais instrumentos, órgãos e serviços nacionais que lidam com este fenómeno, salientando-se a relevância da cooperação interinstitucional, da capacitação tecnológica e da resiliência para garantir uma resposta mais eficaz face aos desafios emergentes.
- Policiamento em zonas balneares: o caso da linha de CascaisPublication . Paiva, Fortunato Miguel Ribeiro de; Raposo, JoãoOs objectivos primordiais deste estudo são a aferição do estado da segurança pública nas zonas balneares da Linha de Cascais, a identificação das principais especificidades destas zonas, a análise do papel dos órgãos de comunicação social e a avaliação da actividade das forças de segurança, segundo um modelo de policiamento de proximidade. Neste sentido, procedeu-se à recolha de opiniões dos principais responsáveis pela segurança na referida área, bem como à análise dos crimes registados pela Polícia de Segurança Pública (PSP) de 2004 a 2009. Os estudos mostram que o sentimento de insegurança não está necessariamente ligado ao aumento da criminalidade. Porém, muitas vezes os órgãos de comunicação social contribuem decisivamente para produzir tal sentimento. Dada a existência de várias polícias nas zonas balneares em questão – PSP, Polícia Marítima e Polícias Municipais de Oeiras e Cascais – , torna-se necessária uma boa e eficaz cooperação no sentido de rentabilizar os meios existentes e oferecer “qualidade de segurança” aos cidadãos. O papel da Polícia Marítima neste domínio é cada vez mais modesto. Hoje em dia são fundamentais o envolvimento do público nas estratégias de policiamento e a adequação tecnológica em função do meio considerado, mostrando a experiência a imprescindibilidade de parcerias entre os serviços de polícia e os utentes. Os responsáveis pelas polícias afirmam que estas zonas balneares têm características especiais em matéria de segurança. De entre as principais, avultam o grande fluxo de pessoas nos meses de Verão e a facilidade de acessos (rodoviários e ferroviários). Segundo os testemunhos obtidos, os principais problemas de segurança são causados, na maioria dos casos, por jovens residentes nas zonas urbanas sensíveis da área metropolitana de Lisboa. No entanto, e apesar de se registar um ligeiro aumento da criminalidade nos meses de Verão, os responsáveis classificam o nível de segurança nestas zonas como satisfatório.
