Browsing by Author "Oliveira, Isabel Mariana Santos de"
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- Efeitos dependentes da intensidade de um programa de treino domiciliário na rigidez arterial e aptidão cardiorrespiratória em adultos com dificuldade intelectual e de desenvolvimento durante a Pandemia de COVID-19: um estudo randomizadoPublication . Oliveira, Isabel Mariana Santos de; Castanheira, Pedro XavierO factor de maior influência que pode contribuir para a prevalência de doenças cardiovasculares (DCV) é a rigidez arterial. Já a aptidão cardiorrespiratória (ACR) é responsável por gerar alterações na função vascular a nível estrutural, na população em geral e nas pessoas com dificuldade intelectual e de desenvolvimento (DID). O objetivo deste estudo foi comparar o efeito de dois programas de exercício domiciliário de intensidades distintas, mas com duração idêntica de 8 semanas, na ACR, rigidez arterial e atividade física de 17 adultos com DID. Métodos: Estudo controlado randomizado que envolveu dezassete pessoas com DID (11 homens e 6 mulheres), média de idade era de 26±8 treino intervalado de sprint (SIT) e 29±13 treino contínuo de intensidade moderada (MICT), que foram alocados para dois grupos de intervenção. Os participantes de ambos os grupos de intervenção receberam um programa de exercício realizado 3 vezes por semana durante 60 minutos cada sessão, via Google Meets. Os índices locais e regionais da rigidez arterial e o VO2 pico foram avaliados antes (M1) e depois (M2) de cada momento de intervenção. Resultados: Um efeito principal do tempo no VO2 pico (p <0,01; η2 = 0,26), sugere um decréscimo na ACR entre M1 e M2 (d = -1,8; IC 95%: -0,2 a -3,4 mL / kg / min). A rigidez arterial regional apresentou efeito significativo do tempo, observado na velocidade de onda de pulso (VOP) aórtica (p <0,01; η2 = 0,46), sugerindo uma diminuição na VOP aórtica de M1 para M2 (d = -0,61 m/s; IC 95%: -0,1 a -1,1 m/s). Hemodinâmica apresentou interação significativa (grupo*tempo) na cSBP, sugerindo que apenas o grupo SIT diminuiu a cSBP (d = -6; IC 95%: -17 a -5 mmHg), independentemente da idade, sexo, VO2 pico, mas não da % massa gorda. Não foram observadas melhorias nas variáveis de composição corporal com a intervenção SIT ou MICT (p>0.05), onde 53% dos participantes apresentavam excesso de peso e obesidade em M1 e M2 (p = 0,32). Não foram encontradas diferenças entre os grupos na atividade física total e atividade física de intensidade moderada-vigorosa (p>0.05), porém houve um efeito significativo do tempo no comportamento sedentário (minutos por dia), sugerindo uma diminuição de M1 para M2 (d = -75; IC 95%: -148 a -3 minutos por dia). Conclusão: O programa de treino domiciliário com duração de 8 semanas, durante o período de confinamento, mostrou-se mais eficaz na diminuição pressão arterial central no grupo SIT comparado ao MICT. No entanto ambas as intervenções foram incapazes de manter os níveis de ACR, ainda que com benefício na rigidez arterial central de pessoas com DID. Os resultados obtidos neste estudo podem nortear futuramente a investigação sobre a prescrição eficaz do exercício para pessoas com DID, além de mostrar o papel fundamental do exercício, numa abordagem longitudinal.