Browsing by Author "Neves, Suzi Marina Alves"
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- SARS-COV-2 and coxiella burnetii in female cats from the central region of PortugalPublication . Neves, Suzi Marina Alves; Anastácio, Sofia FerreiraSARS-CoV-2 é o agente patogénico responsável pela atual pandemia COVID-19 que começou em dezembro de 2019, em Wuhan, China. Até maio de 2021, cerca de 166 milhões de casos e mais de 3 milhões de mortes foram registados mundialmente. Este vírus de genoma RNA tem uma transmissão humano-a-humano altamente eficiente por meio de disseminação de gotículas respiratórias e aéreas. A manifestação clínica pode ser ausente ou leve, mas em alguns casos ocorre pneumonia severa. Os gatos geralmente não apresentam sinais clínicos atuando como hospedeiros silenciosos. A febre Q é uma zoonose mundial causada pela bactéria Coxiella burnetii. A infeção em humanos é caracterizada por uma doença febril inespecífica que pode evoluir para quadros mais graves, como pneumonia e hepatite. Em ruminantes domésticos está associada a alterações reprodutivas, enquanto que em gatos é muitas vezes assintomática e, portanto, a maioria das infeções passa despercebida. A febre Q é endémica em Portugal, mas o papel dos gatos na epidemiologia da infeção não é claro. Vários estudos demonstraram o potencial zoonótico dos gatos para ambos os agentes patogénicos. Este estudo teve como objetivo a pesquisa serológica de SARS-CoV-2 e a pesquisa serológica e molecular de C. burnetii em gatas da região centro litoral de Portugal. Entre outubro de 2020 e março de 2021, um total de 47 gatas atendidas em centros de atendimento médico-veterinários no centro litoral de Portugal foram incluídas neste estudo. Amostras excedentes de soro ou plasma colhidas para realização de exames complementares, foram armazenadas e posteriormente testadas para a presença de anticorpos anti-SARS-CoV-2 e anti-C. burnetii com o método de ELISA. Em fêmeas sujeitas ao procedimento cirúrgico de ovariohisterectomia, foram realizados esfregaços uterinos para deteção molecular de C. burnetii através de PCR. Em relação ao SARS-CoV-2, a taxa de seropositividade foi 2.1% (IC 95%: 0.4 a 11,1%) (n=1), correspondente a uma gata de seis meses que apresentou S/P%=62,1%. Foram ainda obtidos dois resultados duvidosos (4.3%; IC 95%: 1.2 a 14.3%), com valores de S/P%=52,7% e 50,5%. Relativamente à pesquisa de anticorpos e DNA de C. burnetii, não foram obtidos resultados positivos. Na amostra estudada, a taxa de exposição em gatas foi considerada baixa para SARS-CoV-2 e inexistente para C. burnetii. No entanto, os gatos representam uma grande ameaça como agente zoonótico para humanos, evidenciando a importância da vigilância destes agentes, especialmente SARS-CoV-2 em gatos com proprietários positivos para COVID-19 e C. burnetii em gatos que contatem com ruminantes domésticos.
