Percorrer por autor "Moreira, Ana Rita Felizardo"
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- Perceção de risco no consumo de refeições entregues via apps de food delivery, em contexto de pandemia pelo vírus SARSCoV-2Publication . Moreira, Ana Rita Felizardo; Carvalho, Rui Filipe Gaspar de; Brandão, Carlos Fernando Santiago NetoA emergência da pandemia por COVID-19, associada ao vírus SARS-CoV-2, ditou inúmeras alterações no quotidiano de todos os indivíduos e em todos os setores da sociedade. O setor da restauração, foi fortemente afetado, particularmente nos períodos de confinamento geral obrigatório em todo o território português, decretados durante a pandemia. De entre os vários temas de estudo neste âmbito, torna-se revelante a realização de uma investigação afeta à perceção dos consumidores na escolha e consumo de produtos entregues via aplicações de entrega de alimentos em casa - apps de food delivery - em tempos de crise, visto que foi dos serviços mais requisitados nesse momento e cuja intenção de uso pode, entre outros fatores, associar-se à perceção de risco associada aos alimentos/refeições entregues. Neste âmbito, este trabalho, teve como principais objetivos a caracterização e avaliação do nível e das diferenças na perceção de risco, associadas a diferentes vias de transmissão do vírus SARS CoV-2 e especificamente a perceção deste na ingestão de refeições de food delivery pelos consumidores. Complementarmente, também nos estafetas de serviços de entregas, importa analisar o seu nível de perceção de risco no contacto com alimentos, decorrente do seu contacto com staff dos restaurantes e com os próprios consumidores. De forma a dar início ao estudo, foi adotada uma metodologia de observação direta e consequente aplicação de questionário a dois grupos-alvo: consumidores e estafetas de empresas de food delivery. Foram utilizadas duas amostras, em que a amostra 1 (consumidores) possuiu um grupo de participantes de 110 indivíduos, enquanto a amostra 2 (estafetas) possuiu um grupo de inquiridos com 30 participantes. Através da análise estatística exploratória, foi possível verificar que a perceção em cada indivíduo decorre de fatores externos (e.g. fatores culturais e sociais) e internos (e.g. motivações; perceções), não existindo uma correlação com o nível de escolaridade de cada um. Por outro lado, denota-se a existência de variáveis que se associam a diferenças nas escolhas dos consumidores, tais como o género, contrariamente, conclui-se que a confiança é determinante no que diz respeito às escolhas alimentares por parte dos mesmos. Quanto aos estafetas, verificou-se que a sua perceção de risco não estava correlacionada com a sua ocupação, mas sim com os fatores externos e internos tal como nos consumidores. Todavia, denota-se a necessidade das empresas de food delivery aumentarem a sua atenção para com os seus colaboradores, disponibilizando informações e formações de forma a assegurar a sua segurança durante o desempenhar de funções, como foi possível observar segundo os resultados obtidos. Conclui-se assim, que a perceção que os consumidores detêm quanto aos serviços utilizados, aparentemente não funciona como barreiras ao usufruto dos mesmos. Esta perceção foi em certa medida validada pela avaliação dos comportamentos dos estafetas de food delivery, tendo-se verificado que não apresentavam comportamentos de risco e indicaram conhecer boas práticas e medidas preventivas.
