Percorrer por autor "Moinho, Micaela Fernandes"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Programas que desenvolvem as competências socioemocionais de crianças com PHDA (Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção)Publication . Moinho, Micaela Fernandes; Vale,, Vera Maria Silvério doO presente projeto insere-se no âmbito do Mestrado em Educação Especial e tem como objetivo principal compreender de que forma determinados programas de intervenção contribuem para o desenvolvimento de competências socioemocionais em crianças com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). A PHDA é uma perturbação do neurodesenvolvimento caracterizada por níveis clinicamente significativos de desatenção, impulsividade e/ou hiperatividade, afetando negativamente o desempenho académico, o comportamento e as relações sociais das crianças. Neste sentido, foi realizada uma revisão sistemática da literatura, com base em estudos recentes que abordam a implementação e os efeitos de programas específicos, nomeadamente: Anos Incríveis, Sarilhos do Amarelo e Juntos no Desafio. A metodologia seguiu os critérios definidos para revisões sistemáticas: definição clara da pergunta de investigação; critérios de inclusão e exclusão; estratégias de pesquisa nas bases de dados Google Académico e B-on, e avaliação crítica dos estudos selecionados. No total, foram analisados oito estudos, que cumpriam os requisitos metodológicos e temáticos estabelecidos. Os resultados indicam que os programas analisados apresentam impactos positivos na aquisição de competências socioemocionais, tais como a autorregulação emocional e comportamental; a capacidade de resolução de problemas; o desenvolvimento da empatia e a melhoria das interações sociais. Paralelamente, observou-se também uma melhoria nas práticas parentais, com destaque para o aumento do sentimento de competência parental e a redução dos níveis de stresse familiar. Entre os programas analisados, o Anos Incríveis revelou maior robustez empírica, evidenciando efeitos positivos sustentados no tempo, tanto ao nível da criança como dos cuidadores. Apesar de algumas limitações metodológicas dos estudos analisados, como a reduzida dimensão das amostras e a ausência de grupos de controlo em certos casos, os dados obtidos sustentam a eficácia destes programas como alternativas ou complementos às intervenções farmacológicas. Conclui-se que os programas de promoção de competências socioemocionais analisados são ferramentas valiosas na intervenção com crianças com PHDA, permitindo melhorar não só o seu funcionamento socioemocional, mas também a dinâmica familiar, promovendo contextos mais estruturados, empáticos e responsivos.
