Percorrer por autor "Martins, Francisco Miguel Teixeira"
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- Design de ativismo: Análise semiótica do cartaz e o seu processo de significação no cenário atual das alterações climáticasPublication . Martins, Francisco Miguel Teixeira; Batalha, Maria José CadarsoNum cenário sociopolítico atravessado, não só, pela designada Crise Climática, como também pela saturação mediática da Cultura Visual contemporânea, a presente dissertação coloca em questão qual o papel atual desempenhado pelo Cartaz quando aplicado a este mesmo panorama, procedendo à sua exploração enquanto objeto semiótico e, sobretudo, enquanto ferramenta para o Ativismo. Perante a transformação dos modos de comunicação e a emergência de novas problemáticas sociais e ambientais, impõe-se uma reexão considerada fundamental no que toca à permanência do Cartaz como meio previligiado e favorável à crítica e consciencialização social diante de problemas sociais emergentes, especialmente quando inserido num contexto dominado pela fragmentação da atenção dos espectadores. Através de uma análise - fundada na Semiótica Peirciana - crítica e comparativa de uma panóplia de cartazes ora produzidos por ‘Designers’ prossionais, ora produzidos por outros elementos da sociedade numa dinâmica mais espontânea, é explorado o modo como diferentes estratégias visuais vêm a construir signifcados emergentes, de que forma vêm a convocar emoções, e de que modo tornam ativa uma consciência coletiva, por parte da sociedade, face aos problemas sociais dominantes. Assumindo a premissa de que «o Meio é a Mensagem » , argumenta-se que o Cartaz - mais do que veícular conteúdos de uma forma visual -, encara, agora, uma posição política potenciada através da sua própria materialidade, estética e formas de circulação. De um modo bastante particular, a investigação evidencia que cartazes não produzidos por prossionais desta área tendem a apresentar uma maior intensidade emocional e pregnância visual, enquanto que os cartazes inerentes a uma prática prossional acabam por revelar, algumas vezes, um distanciamento conceptual deveras comprometedor do seu potencial ativista. No fundo, toda a pesquisa visa contribuir para uma compreensão mais aprofundada de como a estética visual de um Cartaz vem a inuenciar a consciencialização e mobilização social em relação a questões sociais prementes, fornecendo insights valiosos para práticas futuras de Design e Ativismo social. Em consequência, mostra-se visada a problematização de eventuais contradições do Design Ativista contemporâneo, propondo uma revalorização do Designer enquanto agente mais crítico, mediador simbólico e ‘co-criador’ de narrativas visuais interligadas com a transformação social. A nível de contributos, destaque-se o debate académico sobre o Design enquanto disciplina e prática situadas, ética e politicamente comprometidas, sublinhando a urgência de abordagens verdadeiras e transformadoras numa faixa temporal dominada pelo colapso ecológico.
