Percorrer por autor "Lopes, Henrique Joaquim da Fonseca Filipe"
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- Supervisão clinica em enfermagem e a transição de cuidados numa unidade de neurocriticos: Impacto na qualidade e segurança dos cuidadosPublication . Lopes, Henrique Joaquim da Fonseca Filipe; Rocha, Inês AlvesA presente investigação centra-se na importância da supervisão clínica em enfermagem na comunicação entre enfermeiros durante a transição de cuidados em unidades de cuidados intensivos neurocríticos. A passagem de turno constitui um momento crítico para a continuidade e segurança dos cuidados, sendo amplamente reconhecida como um ponto vulnerável à ocorrência de erros e omissões de informação. Neste contexto, a supervisão clínica em enfermagem assume-se como um processo essencial de acompanhamento, reflexão e aprendizagem, capaz de promover a padronização comunicacional, a segurança do doente e o desenvolvimento profissional das equipas de enfermagem. O objetivo geral desta investigação consistiu em compreender o contributo da supervisão clínica em enfermagem para a otimização da transição de cuidados em contexto neurocrítico, na perspetiva dos enfermeiros. Especificamente, procurou-se identificar as dificuldades sentidas durante a passagem de turno, a informação considerada fundamental pelos profissionais e o impacto da supervisão na comunicação e na continuidade dos cuidados. A investigação seguiu uma abordagem qualitativa, descritivo-interpretativa, desenvolvida numa unidade de cuidados intensivos neurocríticos de uma unidade local de saúde da região norte de Portugal. A recolha de dados foi realizada através de entrevistas semiestruturadas a doze enfermeiros com mais de três anos de experiência no serviço. As entrevistas foram transcritas e analisadas segundo o método de análise de conteúdo proposto por Bardin. Os resultados revelaram três dimensões principais: barreiras e desafios na transição de cuidados; informação na transição de cuidados; e impacto da supervisão clínica em enfermagem na comunicação entre enfermeiros. Foram identificados como fatores que comprometem a transmissão de informação as interrupções, o ruído e a falta de padronização. Os participantes reconheceram a supervisão clínica como promotora de uniformização das práticas, sensibilização das equipas e melhoria da qualidade e segurança dos cuidados. Da análise emergiu ainda a necessidade de implementação de um programa estruturado de supervisão clínica e comunicação segura, sustentado em metodologias padronizadas, formação contínua e supervisão reflexiva. Conclui-se que a supervisão clínica, quando integrada na cultura organizacional, atua como um instrumento de desenvolvimento profissional e de segurança clínica, contribuindo para uma comunicação mais eficaz, uma transição de cuidados segura e uma prática de enfermagem mais reflexiva, ética e humanizada.
