Percorrer por autor "Lima, Ana Luísa de Castro"
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- Anticorpos monoclonais no tratamento da osteoporose pós-menopausaPublication . Lima, Ana Luísa de Castro; Gomes, PerpétuaA osteoporose pós-menopáusica representa um desafio significativo para a saúde pública, caracterizando-se pela perda acelerada de massa óssea e pelo aumento do risco de fraturas. A presente revisão analisa o papel dos anticorpos monoclonais no tratamento desta doença, com especial enfoque no denosumabe e no romosozumabe, avaliando os respetivos mecanismos de ação, eficácia clínica e perfis de segurança. O denosumabe, um inibidor do RANKL, tem-se revelado muito eficaz na redução de fraturas vertebrais (68%) e não vertebrais (40%), com uma administração semestral. O seu mecanismo antirreabsortivo proporciona aumentos sustentados na densidade mineral óssea, embora exija estratégias de transição terapêutica após a sua interrupção. O romosozumabe, um anticorpo anti-esclerostina, destaca-se pela sua ação dupla, que consiste na estimulação da formação óssea e na inibição da reabsorção, sendo mais eficaz do que a teriparatida. No entanto, a sua utilização está limitada a 12 meses devido a potenciais riscos cardiovasculares. Em comparação, os bifosfonatos continuam a ser a primeira opção em muitos casos, mas os anticorpos monoclonais oferecem alternativas superiores para doentes de alto risco ou com intolerância às terapias convencionais. A escolha do tratamento deve ter em conta fatores individuais, incluindo o risco de fratura, comorbilidades e as preferências do paciente. Esta análise reforça a importância da medicina personalizada no tratamento da osteoporose, realçando o potencial transformador das terapias biológicas. Estudos futuros deverão explorar estratégias de otimização terapêutica e de ampliação do acesso a estas inovações.
