Percorrer por autor "Junior, Claudinei Lopes"
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- É mulher? É homem? Não! São as superdrags!: uma análise dos enunciados discursivos da sériePublication . Junior, Claudinei Lopes; Guimarães, Adriana Mello; Mandaji, Carolina Fernandes da SilvaEste trabalho tem como objetivo central analisar discursivamente os enunciados do discurso LGBTI+, do discurso religioso, do discurso erótico além da intertextualidade contidos nos cinco episódios da primeira temporada da série SuperDrags, produzida e distribuída pela plataforma Netflix no ano de 2018. Tendo em vista que nosso objeto de estudo se configura como um produto cultural audiovisual seriado disponibilizado em uma plataforma de streaming, considerada uma hipertelia televisiva, a discussão sobre as mudanças impelidas ao gênero ficcional seriado se estabelece como um ponto importante para uma contextualização da extensão onde nosso objeto de investigação se instaura. Além disso, explanar a operacionalidade do humor, da ironia e dos estereótipos na composição de uma narrativa, especificamente, é outra circunstância debatida na confecção deste estudo uma vez que todos esses elementos são interpelados na série. E, por fim, numa tentativa de compreender as escolhas narrativa-discursivas de SuperDrags e de suplementar a parte analítica de nossa pesquisa, torna-se necessário o embate entre o que a regulação de gênero e de sexo impelem como aceito e aquilo que, por seu lado, a Teoria Queer defende, que nada mais é do que a subversão em nível sócio-cultural-político da dominação do sistema binário no qual sexualidade e gênero estão encaixados. Quanto à escolha metodológica, preza-se por um modelo teórico-analítico, por isso que a Análise do Discurso (AD) de corrente francesa é selecionada de maneira que assim se possa eleger conceitos importantes para a posterior análise. Por fim, quanto à análise, a intenção é verificar como os discursos, respectivamente LGBTI+, religioso e erótico aliados a intertextualidade, circulam na série, partindo da premissa de que SuperDrags se posiciona de maneira a defender a subversão da dominação imposta pelas normas de gênero e sexo fazendo-se valer do humor, da ironia e da articulação de estereótipos para atingir tal objetivo; e o que pode ser reiterado como resultado dessa análise é que nosso objeto de estudo corrobora discursivamente o pressuposto de subversão de gênero e de sexo.
