Percorrer por autor "Garrotes, Catarina Isabel Velosa"
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- A eficácia da toxina botulínica no tratamento da hipertrofia do masséterPublication . Garrotes, Catarina Isabel Velosa; Carpinteiro, InêsA revisão proposta pretende avaliar os efeitos da Toxina Botulínica tipo A, em doentes com Hipertrofia do Músculo Masséter bilateral ou unilateral, com o intuito de obter recomendações clínicas fundamentadas para futuros casos clínicos equiparáveis. A pesquisa bibliográfica foi realizada por dois investigadores de forma independente, entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022, nas bases de dados Cochrane, LILACS, Pubmed, Scopus, Web of Science e B-on. Após uma seleção criteriosa, foram obtidos 34 artigos em inglês, entre 1994 e 2021. Os dados de cada um dos estudos foram compilados em tabelas. Para a análise do risco de viés de cada um dos artigos, utilizou-se a ferramenta Critical Appraisal Skills Programme checklist (CASP) e, posteriormente, a ferramenta Robvis tool para resumir a informação em Summary e Traffic Light Plots. Posteriormente foram realizadas meta-regressões e meta-análises, para avaliar a percentagem de redução de espessura do músculo masséter ao 3º mês. Foram realizados tratamentos bilateralmente e unilateralmente, com injeções de Toxina Botulínica tipo A em 1354 indivíduos. Observaram-se diferenças significativas após o tratamento na maior parte dos doentes, com taxas de satisfação elevadas, entre os 70-100%. Obteve-se uma percentagem de redução de espessura do músculo masséter de 8.1% ao 3º mês, com um intervalo de confiança de 95% e um desvio padrão de (5.5; 10.7). Verificou-se que as covariáveis “Idade Média” e “Região” não interferiram no valor médio da percentagem de redução de espessura do músculo masséter (p>0.05). Conclui-se que a Toxina Botulínica tipo A constitui um meio seguro, previsível e eficaz no tratamento da Hipertrofia do Músculo do Masséter, dado que apresenta poucos efeitos adversos e bons resultados, com taxas de satisfação elevadas. Futuramente, recomenda-se a padronização dos ensaios clínicos. São necessários mais estudos em indivíduos caucasianos, dado que a maior parte dos estudos são realizados em indivíduos asiáticos.
