Percorrer por autor "Francisco Augusto Moreira Teixeira"
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- PERCEÇÃO DOS ENFERMEIROS PERIOPERATÓRIOS RELATIVAMENTE À UTILIZAÇÃO DO DEBRIEFING NO BLOCO OPERATÓRIOPublication . Francisco Augusto Moreira TeixeiraA complexidade dos cuidados prestados à pessoa em situação perioperatória pode aumentar o risco de eventos adversos, comprometendo a segurança dos profissionais e da pessoa sujeita aos seus cuidados.Neste contexto, os enfermeiros perioperatórios assumem a responsabilidade pelos cuidados até que a pessoa tenha capacidade para os assegurar.Este relatório, elaborado para a conclusão do mestrado em Enfermagem médico-cirúrgica, na área de especialização em Enfermagem à pessoa em situação perioperatória, tem como objetivo descrever e analisar criticamente o estágio clínico, evidenciando a aquisição e desenvolvimento de competências comuns e específicas, bem como o desenvolvimento de competências de investigação nesta área de Enfermagem.O relatório estrutura-se em duas partes. Na Parte I é feita a análise critica e reflexiva do desenvolvimento de competências comuns do enfermeiro especialista e específicas em Enfermagem à pessoa em situação perioperatória, tendo por base a Teoria das Transições de Afaf Meleis, integrando revisão da literatura sobre os principais temas trabalhados noestágio.Na Parte II é apresentado o trabalho de investigação, tendo como principal objetivo conhecer a perceção dos enfermeiros perioperatórios relativamente à utilização do debriefing no Bloco Operatório (BO).Este estudo, de natureza qualitativa, descritiva e fenomenológica, recorreu à análise de conteúdo de entrevistas semiestruturadas, para recolher dados de 15 enfermeiros (5 proficientes, 5 peritos e 5 especialistas em Enfermagem médico-cirúrgica ou na área de especialização em Enfermagem à pessoa em situação perioperatória). Como critério de inclusão definiu-se ter experiência profissional de, pelo menos, três anos em contexto de BO.Os resultados revelam que, apesar dos enfermeiros reconhecerem o debriefing como uma ferramenta essencial para a reflexão, partilha e melhoria da qualidade e segurança dos cuidados, persistem várias barreiras à sua implementação. Entre as principais dificuldades destacam-se a falta de tempo formal, a cultura organizacional pouco favorável e a imprevisibilidade das cirurgias de urgência/emergência.Os participantes também sublinham a importância da presença de um moderador assertivo, com conhecimentos práticos e teóricos, além de competências relacionais e comunicacionais, para facilitar o processo de debriefing, tornando-o num momento de aprendizagem e fortalecimento da equipa.Assim, conclui-se que, para que o debriefing se torne uma prática regular e eficaz, é necessário o apoio das lideranças, com a criação de espaços formais e dedicados para a sua realização, promovendo uma cultura de segurança e melhoria contínua dos cuidados.
