Percorrer por autor "Fonseca, Nuno Fernando da Cruz Pires"
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- Vivências da pessoa com lesão medular de longa duraçãoPublication . Fonseca, Nuno Fernando da Cruz Pires; Martins, Maria ManuelaPessoas com lesão medular de longa duração, além dos desafios dessa condição neurológica que traz inúmeras mudanças na vida, adquiriram uma condição de deficiência que as torna mais suscetíveis a alguns problemas relacionados com o envelhecimento. Este estudo é baseado no modelo de enfermagem de Roper, Logan e Tierney fundamentado em 12 atividades de vida influenciadas por fatores biológicos, psicológicos, socioculturais, ambientais e político-económicos. Objetivos: Compreender as vivências da pessoa com lesão medular de longa duração e analisar os acontecimentos destas pessoas enquadrados no âmbito da intervenção de enfermagem de reabilitação. Métodos: Estudo exploratório e descritivo de natureza qualitativa; como instrumento de recolha de dados a usamos entrevista semiestruturada a 15 participantes, critério de inclusão: pessoas com lesão medular de longa duração (mais de 10 anos). A análise de conteúdo das entrevistas seguiu os princípios de Bardin com recurso ao programa informático ATLAS.ti22. Resultados: O estudo demonstrou as preocupações dos participantes com 11 atividades de vida onde se evidenciou a manutenção de um ambiente seguro com a promoção da acessibilidade relacionada com os produtos de apoio e a tecnologia. Reconheceram-se as vantagens dos posicionamentos, especialmente em decúbito ventral e ortostatismo. A área da eliminação é uma área já trabalhada, mas sempre merecedora de cuidados especializados de enfermagem. O convívio entre pares é importante para a o bem-estar e aprendizagens. A dor músculo-esquelética do ombro é referida pelos que fazem transferências para o interior de veículos como uma preocupação com repercussões presentes e futuras. A condução é facilitadora da integração, melhoria de oportunidades de emprego e recreacionais como o desporto adaptado. Discussão: Destacaram-se cinco atividades de vida: manter um ambiente seguro, comunicar, eliminar, mobilizar-se e trabalhar e distrair-se reconhecendo-se um ambiente acessível como fundamental para a vida (Roper, Logan & Tierney, 2001). Nem todos os participantes tinham a mesma necessidade de produtos de apoio tecnologicamente mais evoluídos. Conclusão: As áreas de intervenção do enfermeiro de reabilitação e suas competências fazem com que este se torne um dos profissionais capazes de responder às necessidades expressas pelas pessoas com lesão medular mesmo depois de muito tempo desta ter acontecido. Contudo, emerge dos discursos uma grande força de vontade para prosseguir com o bem viver. Verificamos que necessitam permanentemente de alguma assistência de saúde até porque o seu processo de envelhecimento tem consequências na sua dependência, por outro lado, as acessibilidades podem contribuir para se tornarem mais autónomos.
