Percorrer por autor "Fonseca, Maria Clara Araújo"
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- A escola inclusiva: estudo de caso num agrupamento de escolasPublication . Fonseca, Maria Clara Araújo; Vasconcelos, AntónioA presente investigação tem por objetivo estudar a forma como a gestão mobiliza as políticas e as práticas na comunidade educativa para implementar o processo de inclusão dos alunos com necessidades específicas, (NE) na escola. O estudo questiona as políticas e as práticas que estiveram na base da construção da escola inclusiva (EI) de um agrupamento de escolas e perceber a forma como a gestão escolar articula os projetos de inclusão com o Projeto Educativo do Agrupamento (PEA). Utilizou-se uma abordagem qualitativa, com a participação de vários sujeitos e destaque para o diretor do agrupamento, a coordenadora da equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva (EMAEI) e um grupo de trinta professores, norteado pela questão de investigação de saber que políticas e práticas são mobilizadas pela liderança do agrupamento no processo de inclusão dos alunos com NE. Parte-se da premissa de que, se queremos uma política inclusiva de educação, as lideranças superiores e intermédias devem implementar ambientes diferenciados e significativos, valorizadores das aprendizagens e da autonomia dos alunos. Nesta perspetiva a gestão assume importância, quer na organização, quer no funcionamento da escola no seu todo, pela necessidade de implementação de um currículo aberto e flexível às necessidades dos alunos, assim como pela urgência em alocar recursos humanos e organizacionais através de equipas (EMAEI) e dos centros de apoio à aprendizagem (CAA). A recolha de dados realizou-se através de entrevistas, com roteiros previamente elaborados, às lideranças de escola e de questionários aos professores, recorrendo-se à análise de conteúdo por categorias para analisar os dados dos inquiridos. Os resultados do estudo sugerem que a gestão promove a divulgação de (EI) perante a comunidade educativa. Precisa ainda de realizar uma revisão dos seus documentos, nomeadamente, do Projeto Educativo e do Regimento Interno, com uma linguagem mais aproximada do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho. Também realizar a alocação ao nível da afetação dos recursos humanos, materiais e equipamentos específicos para que se promova a formação especializada a Professores e técnicos operacionais.
