Percorrer por autor "Figueiredo, Sérgio José Carrilha"
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- O Perfil digital dos enfermeiros: Relação com a personalidade e soft skillsPublication . Figueiredo, Sérgio José Carrilha; Lumini, Maria JoséA transformação digital em saúde constitui um desafio central para os cuidados contemporâneos, exigindo dos enfermeiros competências técnicas, atributos pessoais e relacionais, que favoreçam a adoção crítica e eficaz das tecnologias digitais. Assim, é relevante compreender o perfil digital dos enfermeiros portugueses, pretendendo-se perceber o seu contributo na edificação de estratégias de liderança, formação e desenvolvimento profissional. Desta forma, o presente estudo tem como principal objetivo avaliar o nível de competências digitais dos enfermeiros portugueses e analisar a sua relação com os traços de personalidade e com as soft skills, identificando ainda as necessidades formativas nesta área. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo-correlacional e transversal. A amostra foi constituída por 356 enfermeiros. Para a recolha de dados foram utilizados três instrumentos validados: o Questionário de Avaliação de Competências Digitais baseado no Quadro Europeu de Competência Digital para os Cidadãos, o Inventário de Personalidade Big Five e o Soft Skills Inventory. Os dados foram analisados com recurso ao software IBM SPSS Statistics (versão 30.0). Os resultados evidenciaram que a maioria dos enfermeiros apresenta competências digitais de nível intermédio, com maior proficiência nas áreas da literacia de dados e da comunicação e colaboração, e uma fragilidade mais acentuada na criação de conteúdos digitais e, sobretudo, na segurança digital. Ao nível da personalidade, destacou-se a Abertura à Experiência como o traço mais associado às competências digitais, ainda que com fraca intensidade. No que respeita às soft skills, as dimensões Adaptabilidade, Análise e Interpretação e Interação Interpessoal mostraram-se significativamente relacionadas com a perceção de competências digitais. A análise preditiva confirmou que a personalidade e as soft skills, explicam apenas uma parte da variabilidade das competências digitais, com maior significado no domínio da autoperceção do que na proficiência objetiva. Assim, conclui-se que as competências digitais dos enfermeiros portugueses resultam da interação entre fatores técnicos, características individuais e competências interpessoais. Estes resultados reforçam a necessidade de programas formativos diferenciados, com ênfase na segurança digital e no desenvolvimento de soft skills. Por outro lado, evidenciam ainda o papel da liderança em enfermagem na promoção da capacitação digital, assegurando ambientes de aprendizagem inclusivos e sustentáveis, alinhados com as prioridades nacionais e internacionais de transformação digital em saúde.
