Percorrer por autor "Figueiredo, Ana Margarida Rocha"
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- Índice de assimetria bilateral na tarefa SIT-TO-STAND em adultos jovens e saudáveisPublication . Figueiredo, Ana Margarida Rocha; Cavalheiro, Luís Manuel Neves da Silva; Sousa, Andreia; Moreira, JulianaIntrodução: O Sit-to-Stand (STS) constitui uma tarefa funcional quotidiana fundamental para a autonomia. Pela sua relevância na vida diária, a avaliação do movimento durante o STS constitui uma ferramenta útil de avaliação funcional, sobretudo quando analisado com recurso a instrumentos que fornecem indicadores biomecânicos quantitativos como o Índice de Assimetria, permitindo inferir sobre a qualidade do movimento. Apesar da relevância atribuída na literatura a este indicador, a sua caracterização em populações específicas carece de investigação. Objetivos: Caracterizar o índice de assimetria bilateral (IA) na distribuição de carga entre membros inferiores e no deslocamento do centro de pressão (CoP) ao longo das fases e subfases do STS em adultos jovens saudáveis, e avaliar a sua relação com fatores individuais. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional, descritivo-analítico e transversal, no qual participaram 54 adultos jovens saudáveis com uma mediana de 23 anos e intervalo interquartis de 6. Foram analisadas a magnitude do IA para as forças de reação do solo (FRS) e do deslocamento do CoP, com recurso a três plataformas de forças (modelos FP4060-08 e FP4060-10), durante as diferentes fases e subfases da tarefa STS. Foram utilizados para a análise os valores da média e o coeficiente de variação (CV) do IA. Foi ainda avaliada a relação dos fatores sexo, IMC, nível de atividade física e direção da assimetria com o IA, com recurso à correlação de Spearman e modelos de regressão linear múltipla. Resultados: A magnitude do IA variou entre 5-12% nas FRS e 6-13% no deslocamento do CoP, globalmente. A análise detalhada por fases e subfases revelou valores de assimetria superiores e diferenças estatisticamente significativas, principalmente nas subfases da tarefa cuja exigência biomecânica era superior. No que diz respeito ao CV, os valores variaram entre 36 e 75%, tendo sido observadas menos diferenças significativas entre fases. Foram identificadas correlações de fraca magnitude entre os determinantes IMC e nível de atividade física e os valores da magnitude do IA em fases específicas da tarefa, tendo os modelos de regressão linear múltipla revelado uma capacidade explicativa limitada (R² < 0,1). Conclusão: Os resultados demonstraram que adultos jovens saudáveis apresentam um grau de assimetria variável ao longo da execução do STS com um CV elevado entre repetições, reforçando a pertinência de uma análise faseada da tarefa. A identificação de valores consistentes de assimetria permite estabelecer valores de referência para esta população, fundamentais para futuras comparações com populações clínicas. Adicionalmente, a deteção de diferenças estatisticamente significativas entre fases e subfases evidencia o potencial do STS como ferramenta sensível na caracterização do desempenho motor. Por outro lado, os fatores individuais analisados revelaram apenas uma associação limitada e com pouca significância estatística com o IA.
