Percorrer por autor "Fernandes, Joana Filipa Morais"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Motivação e absentismo: Um estudo com enfermeiros em Unidades de Cuidados IntensivosPublication . Fernandes, Joana Filipa Morais; Prata, Ana PaulaO absentismo laboral em enfermagem constitui um desafio relevante para a gestão dos serviços de saúde, sobretudo em contextos de elevada exigência como as Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). Este fenómeno, multifatorial e complexo, compromete o bem-estar dos profissionais e afeta a qualidade, a segurança e a continuidade dos cuidados. Paralelamente, a motivação profissional é apontada como um fator protetor, influenciando positivamente a assiduidade, a produtividade e a retenção dos enfermeiros. O presente estudo, integrado no Health Work International Project (HWOPI), RISE-Health, teve como objetivos identificar os fatores que contribuem para o absentismo em enfermeiros de UCI, avaliar a relação entre o absentismo e as variáveis sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros em UCI, identificar os fatores de motivação dos enfermeiros em UCI, avaliar a relação entre a motivação e as variáveis sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros em UCI, e avaliar a relação entre o absentismo e a motivação em enfermeiros em UCI. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, exploratório, transversal e correlacional. A recolha de dados foi realizada num hospital do Norte de Portugal, através de um questionário sociodemográfico e profissional, da Escala de Fatores de Absentismo Laboral (EFAL) (Murcho & Jesus, 2014) e da Escala Multi-Factorial de Motivação no Trabalho (Multi-Moti) (Ferreira et al., 2006). Os resultados revelaram que os fatores de absentismo mais destacados foram o cansaço e o desgaste físico e emocional e que a motivação associada à realização/poder foi a dimensão mais valorizada, refletindo a importância do reconhecimento e da competência profissional. Em contrapartida a motivação ligada à organização do trabalho apresentou menor concordância, sobretudo em aspetos relacionados com remuneração e condições organizacionais. Embora tenham surgido associações entre algumas variáveis sociodemográficas e motivacionais, a relação direta entre motivação e absentismo mostrou-se limitada, confirmando a natureza multifatorial do fenómeno. Conclui-se que a motivação, embora relevante, não explica isoladamente o absentismo, sendo necessária uma abordagem integrada que considere condições laborais, fatores pessoais e organizacionais. Este trabalho reforça o papel do enfermeiro gestor na promoção de ambientes motivadores e contribui para a reflexão científica e prática sobre a gestão de recursos humanos em enfermagem.
