Percorrer por autor "Farinha, Cristiana Isabel Ferreira"
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- Institucionalização e relações familiares: perceções de pessoas mais velhas e de cuidadores formaisPublication . Farinha, Cristiana Isabel Ferreira; Frias, Ana Carolina Morgado Ferreira deA população idosa representa uma grande parte da demografia do século XXI, discutindo-se cada vez mais questões inerentes à sua saúde e proteção ao longo da vida, a nível individual, comunitário e institucional. A institucionalização acarreta profundas mudanças, tanto para o idoso, como para a sua ecologia familiar. A criação de espaços institucionais onde a pessoa mais velha se posso sentir integrada, ativa e cuidada, é crucial para o seu bem-estar individual e manutenção de relações familiares num processo de adaptação resiliente. O estudo pretende analisar a perceção de pessoas mais velhas face ao processo de institucionalização e sua influência nas relações familiares, bem como a perspetiva de cuidadores formais. É de carácter exploratório descritivo e qualitativo. Participaram 8 pessoas com 65 ou mais anos institucionalizadas numa Estrutura Residencial para Pessoas Idosas da cidade de Coimbra e 4 cuidadoras formais, selecionados por conveniência. Utilizou-se uma entrevista semiestruturada aplicada às pessoas mais velhas e uma entrevista focalizada de grupo às cuidadoras. Recorreu-se à análise temática de Braun e Clarke. Os resultados apontam que as causas de institucionalização são, principalmente, o risco de quedas no domicílio e solidão. Os vínculos familiares se alteram ao longo do processo, sendo por vezes menos frequentes e mais por via telefónica. A adaptação resiliente apoia-se em mecanismos protetores como a espiritualidade e vínculos com cuidadores formais e a reconfiguração pessoal emerge entre a aceitação (por vezes resignação) e descontinuidade biográfica. As cuidadoras percebem-se como importantes na adaptação dos utentes à institucionalização, mas identificam constrangimentos no cuidar, como a sobrecarga física e emocional e a desvalorização profissional. As conclusões destacam a importância de ampliar o conhecimento das vivências das pessoas mais velhas institucionalizadas sobre a sua ecologia relacional e familiar e os processos de resiliência que a partir daí (re)constroem
