Percorrer por autor "Faria, Ana Isabel Marques"
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- Desafios para a prática de enfermagem em crianças e adolescentes com perturbação do espetro do autismo em contexto hospitalarPublication . Faria, Ana Isabel Marques; Reisinho, Maria da ConceiçãoA perturbação do espetro do autismo (PEA) é uma condição neurológica complexa, de etiologia desconhecida, caracterizada por défices na comunicação e interação social, no desenvolvimento e compreensão de relacionamentos, e pela presença de padrões de comportamento restritos e repetitivos (American Psychiatric Association (APA), 2022; Federação Portuguesa de Autismo, 2021; Hockenberry et al., 2023). Para crianças e adolescentes com PEA, a hospitalização pode ser particularmente desafiante, pois retira-os do seu ambiente familiar e expõe-nos a estímulos frequentemente aversivos (Quiban, 2020). Por outro lado, os enfermeiros que prestam cuidados a estas crianças e adolescentes podem experienciar ansiedade e insegurança, por não se sentirem devidamente capacitados para tal (Hazen & Prager, 2017). Objetivos: Conhecer as estratégias que os enfermeiros utilizam no contacto com crianças e adolescentes com PEA em contexto hospitalar. Metodologia: Estudo qualitativo, exploratório, descritivo, recorrendo a uma amostragem de conveniência composta por enfermeiros com experiência em lidar com crianças e adolescentes com PEA em contexto hospitalar e que aceitaram participar no estudo. A recolha de dados foi realizada com recurso a entrevista semiestruturada, prolongando-se até atingir a saturação de dados. Resultados: Os resultados evidenciaram que, apesar do interesse e sensibilidade dos enfermeiros face ao tema, muitos sentem-se pouco preparados para lidar com crianças e adolescentes com PEA. Esta lacuna resulta, sobretudo, da escassez de formação específica e da ausência de conhecimento sobre estratégias eficazes para melhorar a sua experiência hospitalar. O papel dos pais foi amplamente reconhecido e valorizado pelos enfermeiros, destacando-se como um elemento essencial no conforto e no controlo emocional e comportamental destas crianças e adolescentes. Adicionalmente, identificou-se que o ambiente hospitalar nem sempre está adequado para dar resposta às necessidades específicas desta população pediátrica, representando um desafio acrescido na prestação de cuidados. Conclusões: Este estudo realça a necessidade de reforçar a capacitação dos enfermeiros no acompanhamento de crianças e adolescentes com PEA em contexto hospitalar, colmatando a falta de formação e promovendo estratégias que facilitem a adaptação destas crianças e adolescentes ao meio hospitalar. Os resultados obtidos destacam a necessidade de continuar a desenvolver investigação nesta área, com o objetivo de melhorar a qualidade dos cuidados prestados. As conclusões alcançadas sublinham a pertinência do tema em estudo, evidenciando a importância de incentivar novas investigações que contribuam para a evolução do conhecimento e para a excelência dos cuidados de enfermagem prestados.
