Percorrer por autor "Ettlin, Daniela de Lacerda"
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- Práticas de automedicação e eliminação de antibióticos : um desafio na abordagem One HealthPublication . Ettlin, Daniela de Lacerda; Caneiras, Cátia; Silva, Patrícia CavacoIntrodução: A resistência aos antibióticos é uma das maiores ameaças globais, tendo como causas o uso inadequado, irracional e excessivo destes, através da automedicação, da adesão à terapêutica, da administração no gado e da sua eliminação inadequada. A abordagem One Health (Uma Só Saúde) reflete a transferência das bactérias resistentes uma vez que reconhece que as pessoas, os animais e o ambiente estão interligados, facilitando-a. Objetivos: Este estudo teve como objetivos identificar o nível de literacia em saúde da população relativamente aos antibióticos e promover o seu uso adequado através da promoção de boas práticas de adesão terapêutica e eliminação. Métodos: Foi realizado um estudo transversal entre os meses de fevereiro e abril de 2024, tendo-se aplicado um inquérito para identificar a literacia e as práticas da população da Área Metropolitana de Lisboa sobre a resistência aos antibióticos e sua eliminação. A análise estatística foi efetuada com o software IBM SPSS (v.29.0.2.0). Resultados: Responderam ao inquérito 161 participantes, tendo 90 (55,9%) afirmado que tomou um antibiótico sem consulta de um profissional de saúde. No que infere às causas para utilização de antibióticos, foram referidas a infeção (n=64; 39,8%), garganta inflamada (n=29; 18,0%) e constipação e/ou gripe (n=13; 8,1%). Quanto à sua eliminação, referiram entregar nas farmácias (n=99; 61,5%) ou deitar no lixo ou na sanita (n=14; 8,7%). Adicionalmente, 25,5% (n=41) dos participantes em estudo não entregam os antibióticos na farmácia apesar de saberem que esta deveria ser a ação a implementar. Conclusão: O presente estudo demonstrou que persistem lacunas importantes na literacia da população no âmbito da resistência aos antibióticos, particularmente na automedicação, na adesão à terapêutica e na eliminação dos resíduos. Este desafio exige uma abordagem One Health, que promova a cooperação multidisciplinar, a partilha de evidência científica e o uso adequado de AB.
