Percorrer por autor "Estiveira, Rodrigo"
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- Curso Clínico de Utentes com Dor Cervical Crónica de Origem Não-Específica Após Intervenção em FisioterapiaPublication . Estiveira, Rodrigo; Domingues, LúciaIntrodução: A dor cervical crónica (DCC) é uma condição clínica com grande prevalência a nível mundial, representando um elevado número de anos vividos com incapacidade (DALY). Uma substancial percentagem de indivíduos não tem completa resolução dos sintomas após tratamento, sendo importante conhecer o curso clínico da dor cervical crónica após a alta. Objectivo: Este estudo teve como objectivo caracterizar o curso clínico de utentes com dor DCC de origem não específica após serem submetidos a um programa de prática clínica usual em Fisioterapia (Coorte I) e Terapia Manual e Exercício (Coorte II). Metodologia: Realizou-se um estudo observacional, analítico de Coorte prospectivo com 103 participantes divididos em duas Coortes, após a alta de diferentes tratamentos. Foram realizados 5 momentos de avaliação: na baseline, aos 3, 6, 9 e 12 meses após alta. Os instrumentos utilizados foram: a Escala Numérica da Dor (END), o Neck Disability Index-versão Portuguesa (NDI-PT), a Patient Global Impression Change Scale-versão Portuguesa (PGIC-PT) e avaliado o recurso a cuidados de saúde em todos os momentos de avaliação. A análise dos dados foi realizada através da estatística descritiva e inferencial usando o software Statistical Package for the Social Science (SPSS). Resultados: Os resultados revelam que o curso clínico dos utentes com DCC nas várias variáveis tem tendência a melhorar desde a alta até um ano de follow-up, embora a Coorte I apresente significância estatística apenas em relação à intensidade da dor (p<0,001). Utentes que realizaram tratamentos de Terapia Manual e Exercício tiveram melhores resultados em todos os momentos de avaliação e recorreram menos a cuidados de saúde do que os que foram expostos à prática clínica usual em Fisioterapia. Foram ainda encontradas, na Coorte I, no momento da alta associadas ao recorrer a cuidados de saúde as seguintes características: cefaleias (p=0,036), tonturas (p=0,022), níveis elevados de intensidade da dor (p=0,002) e incapacidade funcional (p=0,001). Conclusão: O curso clínico de utentes com DCC da Coorte II tem uma tendência, ao longo dos 12 meses após a alta, para uma melhoria significativa em todas as variáveis estudadas, contudo, na Coorte I essa tendência só acontece a nível da intensidade da dor. Utentes submetidos a práticas usuais em Fisioterapia têm valores mais elevados de intensidade de dor e incapacidade assim como maior tendência a recorrer a cuidados de saúde após a alta clínica.
