Percorrer por autor "Esteves, Francisco José Alves Semedo"
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- A evolução da componente marítima da NATO – Da guerra fria aos desafios emergentes de segurança marítimaPublication . Esteves, Francisco José Alves Semedo; Pinto, SilvaCompreender a evolução das missões e operações marítimas da North Atlantic Treaty Organization (NATO), em conjugação com a evolução das Forças Navais Permanentes, relacionando-as com as alterações do ambiente de segurança internacional, constitui uma tarefa fundamental para pensar estrategicamente o papel de Portugal e da Marinha Portuguesa no contexto da transformação da Aliança Atlântica. Deste modo, a presente tese abrange uma análise histórica desta evolução, alinhada com as alterações do ambiente de segurança mundial, particularmente centrada no domínio marítimo, incluindo uma análise aos desenvolvimentos internos, que levaram a NATO a adaptar-se a uma Rússia mais assertiva a Leste e às ameaças oriundas do Médio Oriente e do Norte de África. São vastos os referidos desenvolvimentos, entre eles, a adaptação da postura marítima da NATO face a uma reemergente capacidade submarina russa e a alteração à constituição e tipologia das missões das Forças Navais Permanentes. Enquanto membro fundador da Aliança, Portugal enfrenta um défice de recursos humanos, materiais e financeiros, correndo o risco de se tornar menos relevante como Nação Marítima, se deixar de contribuir expressivamente para a componente marítima da NATO. Tendo por base uma análise documental profunda da evolução histórica da componente naval aliada, analisa-se e perspetiva-se a forma como Portugal e a Marinha Portuguesa se devem adaptar à transformação em curso da NATO, tendo em vista contribuir com relevância para a evolução da sua componente marítima. Este trabalho conclui que Portugal e a Marinha Portuguesa se encontram no rumo certo, verificando-se uma forte concordância entre os objetivos da Diretiva Estratégica da Marinha de 2018 e as conclusões da análise do posicionamento estratégico que a Marinha deve assumir face à tendência de reforço da componente marítima da NATO, que exigirá um maior contributo de meios e forças navais por parte das nações marítimas aliadas.
