Percorrer por autor "Dores, Guilherme Pastor"
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- Teor de flúor em chás e infusões de consumo comum em PortugalPublication . Dores, Guilherme Pastor; Ascenso, Carla; Manso, Ana CristinaObjetivo: Este trabalho teve como objetivo estimar a ingestão de flúor proveniente de diferentes tipos e marcas de chá, comercialmente disponíveis na região de Almada, Portugal e os possíveis riscos associados ao seu consumo excessivo, de forma a orientar políticas de saúde e práticas de consumo adequadas aos pacientes da consulta de medicina dentária. Materiais e Métodos: Foram analisados seis tipos de chá/infusão (quatro infusões – camomila, cidreira, tília e menta – e dois chás – verde e preto) das três marcas mais consumidas na região de Almada (Lipton®, Tetley®, Auchan®) (n=18). Os chás/infusões foram preparados simulando uma preparação típica efetuada pelo consumidor, com 5 min de infusão. Todas as amostras foram analisadas quanto à sua concentração de fluoreto, por medição potenciométrica direta com um elétrodo seletivo de iões de flúor calibrado no intervalo 1–1000 ppm em fluoreto, a 25ºC. Realizaram-se triplicados de cada ensaio e procedeu-se ao cálculo do valor médio e respetivo desvio padrão. Foi aplicado o teste estatístico ANOVA a um fator para verificar a existência de diferenças entre os teores de flúor nos vários tipos de chá e testes post-hoc de Bonferroni para a comparação múltipla entre pares, com um nível de significância de 5%. Resultados: Das 18 medições realizadas, os valores médios de concentração de ião fluoreto encontraram-se compreendidos entre 0,37±0,02 e 4,34±0,08 ppm, tendo sido os valores mais baixos registados para as quatro infusões e os mais elevados para o chá preto. As quatro infusões analisadas não apresentaram diferenças significativas no teor de flúor observado, revelando-se ser significativamente inferior ao observado para o chá verde (3,06±0,21) e este significativamente inferior ao observado para o chá preto (4,34±0,08). Conclusões: As quatro infusões analisadas apresentaram valores de flúor residuais, na gama dos valores encontrados na água da torneira no concelho de Almada (0,21 ppm) e cerca de 7x inferior ao valor máximo recomendado (1,5 ppm). O mesmo não acontece com o chá verde e, principalmente, no chá preto. De acordo com os resultados obtidos, um consumo diário de 2,3 L de chá verde e de 1,6 L de chá preto são o necessário para atingir o nível de segurança de flúor ingerido diariamente, segundo a European Food Safety Authority. Estes dados são de utilidade relevante para o papel do médico dentista no aconselhamento.
