Percorrer por autor "Da Costa, Maria de Jesus Sousa Cardoso Milheiro"
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- Catarata Hipermadura Unilateral Em Cadela Jovem - Caso ClínicoPublication . Da Costa, Maria de Jesus Sousa Cardoso Milheiro; Carneiro, Manuela Andreia GonçalvesAs cataratas são uma das principais causas de cegueira em cães, e caracterizam-se por uma opacificação focal ou difusa do cristalino que impede a passagem da luz para a retina. Apresentam etiologia multifatorial, nomeadamente a foto oxidação por ação da radiação ultravioleta que origina a formação de precipitados que se acumulam e agregam no cristalino formando a catarata, desequilíbrios eletrolíticos no conteúdo aquoso do cristalino, alterações nas membranas das células epiteliais cuboides do cristalino, devido a inflamações ou por ação de radicais livres, e ainda alterações das fibras e das células do cristalino por ação mecânica e alterações durante a embriogénese. As cataratas podem apresentar diversas etiologias, localizações e estadios de maturação. Quanto à origem podem classificar-se como hereditárias ou adquiridas; quanto à idade do animal podem ser congénitas, juvenis, adultas ou senis; podem-se apresentar em diferentes localizações capsulares, subcapsulares, corticais, nucleares ou equatoriais; e estadios de maturação - incipientes, imaturas, maduras ou hipermaduras. As cataratas senis são o tipo mais frequente em animais de companhia, ocorrem em animais geriátricos, apresentando-se frequentemente de forma bilateral e geralmente associados à idade ou a doenças e distúrbios metabólicos, como a diabetes mellitus. Os cães são os mais afetados, sendo rara em gatos. O tratamento mais comum e com elevada taxa de sucesso para cataratas avançadas consiste na remoção cirúrgica por facoemulsificação, uma técnica minimamente invasiva que substitui o cristalino opacificado por uma lente artificial, com recurso a tecnologia avançada. A avaliação diagnóstica prévia detalhada, incluindo exames como a eletrorretinografia e a ultrassonografia ocular, é crucial para garantir o sucesso do tratamento e minimizar complicações pós-operatórias. O presente trabalho visa relatar um caso clínico pouco comum, nomeadamente a catarata hipermadura unilateral num canídeo de cinco anos, de provável origem hereditária e sem nenhuma doença associada. Esta patologia está descrita como sendo mais frequente em animais de idade avançada (cataratas senis), normalmente a partir dos 11 anos de idade em cães de raças pequenas. Optou-se pelo tratamento cirúrgico aplicando a técnica da facoemulsificação, resultando na recuperação da visão do animal.
