Percorrer por autor "Cruz, Regina Isabel Lopes"
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- Barreiras e Facilitadores para a Promoção de Atividade Física em pessoas com Osteoartrose: um estudo qualitativo com Fisioterapeutas PortuguesesPublication . Cruz, Regina Isabel Lopes; Costa, DanielaIntrodução: A evidência atual sugere que intervenções focadas no exercício físico e/ou promoção de atividade física regular podem reduzir a dor, melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida das pessoas com Osteoartrose (OA), se continuadas no tempo. Apesar destas intervenções serem amplamente recomendadas, existe uma baixa adesão das pessoas com OA ao exercício físico ou aos níveis recomendados de atividade física, fora do contexto clínico. Adicionalmente, a literatura sugere uma ineficaz promoção de atividade física em vários países, incluindo Portugal. Desta forma, torna-se essencial estudar o comportamento dos principais envolvidos, tais como os fisioterapeutas. Assim, este estudo teve como objetivo identificar e explorar e as barreiras e facilitadores dos fisioterapeutas para a promoção de atividade física no quotidiano das pessoas com OA, fora do contexto clínico. Metodologia: Este foi um estudo qualitativo com abordagem descritiva. Foram realizados 4 grupos focais, com um total de 20 fisioterapeutas portugueses, com base num guião de entrevista semiestruturado e informado pelo modelo Capacidade, Oportunidade, Motivação – Comportamento (COM-B) e pelo Theoretical Domains Framework (TDF). Os grupos focais foram realizados através de videoconferência, gravados em formato áudio e vídeo, sendo posteriormente transcritos verbatim. Foi realizada uma análise de conteúdo dedutiva informada pelo COM-B e TDF. Esta análise foi inicialmente realizada de forma independente pela investigadora principal. Posteriormente, outros dois membros da equipa de investigação reviram toda a codificação e discutiram potenciais alterações relativamente aos códigos, subtemas e domínios identificados. Resultados: A análise revelou a existência de 14 barreiras (5 componentes COM-B; 8 domínios TDF) e 25 facilitadores (5 componentes COM-B; 14 domínios TDF) à recomendação para a adesão à prática de atividade física fora do contexto clínico, como componente da promoção da atividade física. Foram identificadas barreiras como a falta de confiança nos serviços de atividade física na comunidade, a resistência de outros profissionais de saúde à promoção de atividade física, as crenças e comportamentos das pessoas com OA sobre a adequabilidade da atividade física e a organização atual dos cuidados de saúde. Como facilitadores, destacou-se o conhecimento sobre estratégias de promoção de atividade física, a promoção regular de atividade física fora do contexto clínico, a adaptação de estratégias de promoção de atividade física às pessoas com OA, o apoio da equipa multidisciplinar, a existência de serviços da comunidade e condições para a prática de atividade física e recursos para a promoção de atividade física. Conclusões: Através deste estudo foi possível identificar e explorar, a nível dos fisioterapeutas, barreiras e facilitadores para a promoção de atividade física no quotidiano das pessoas com OA. Estes resultados poderão vir a informar o desenvolvimento de intervenções que promovam a integração da promoção de atividade física nos serviços da comunidade. Assim, poderá ter um elevado impacto a nível das pessoas com OA e socioeconómico, potenciando uma série de outcomes de saúde, participação social e o consumo desnecessário de cuidados de saúde.
