Percorrer por autor "Costa, Sandra Alice Gomes"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Saúde relacional e a gestão em enfermagemPublication . Costa, Sandra Alice Gomes; Vilela, António CarlosA literatura revista evidencia que a saúde relacional influencia positivamente a satisfação profissional, a qualidade dos cuidados, a eficiência organizacional e a retenção dos profissionais, sendo, portanto, uma dimensão estratégica da gestão e liderança em enfermagem. Pelo exposto, justificou-se o desenvolvimento do estudo agora apresentado, que visou aprofundar a reflexão sobre a saúde relacional na gestão em enfermagem e incentivar a adoção de práticas de liderança que elevem a qualidade dos cuidados. De forma a dar resposta a esta finalidade foram definidos os seguintes objetivos: conhecer a perceção dos enfermeiros gestores sobre a saúde relacional e identificar as práticas de gestão em enfermagem impulsionadoras da saúde relacional. Foi adotado um desenho um estudo descritivo e exploratório de natureza qualitativa, desenvolvido através da técnica de focus group. A amostra foi constituída por sete enfermeiros, gestores e em funções de chefia, selecionados por conveniência, com experiência comprovada em funções de liderança. A recolha de dados foi realizada por videoconferência, tendo sido utilizada uma grelha de questões abertas, construída a partir da revisão da literatura. Os dados foram tratados segundo o método de análise de conteúdo de Bardin (2020), que permitiu identificar categorias e subcategorias emergentes. Da análise dos discursos resultaram cinco categorias principais: conceito de saúde relacional; importância da saúde relacional na gestão em enfermagem; barreiras à sua implementação; estratégias e práticas promotoras; benefícios e resultados obtidos. Os participantes reconhecem que a saúde relacional é um fator essencial para a qualidade do cuidado, o bem-estar e a motivação das equipas, potenciando ambientes de trabalho mais saudáveis, colaborativos e produtivos. Contudo, apontam barreiras estruturais como a falta de tempo, a sobrecarga de trabalho, a escassez de recursos e a ausência de reconhecimento institucional. As estratégias identificadas incluem a promoção da comunicação aberta e empática, a partilha de decisões, a valorização do contributo individual, a gestão de conflitos através do diálogo e a criação de momentos de reflexão conjunta. Conclui-se que a saúde relacional deve ser entendida como um ativo estratégico de gestão, capaz de alinhar a eficiência organizacional com a humanização do cuidar. O estudo evidencia ainda a necessidade de investimento na formação relacional dos gestores, reforçando o papel do enfermeiro gestor como líder facilitador de relações e promotor de culturas organizacionais saudáveis.
