Percorrer por autor "Costa, Ana Rita Fernandes da"
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- Avaliação biomecânica de defeitos mandibulares oncológicosPublication . Costa, Ana Rita Fernandes da; Castro, AndréO cancro da cabeça e do pescoço é um problema de saúde crescente a nível mundial e os tumores nesta região exigem, normalmente, ressecções extensas. As lesões relacionadas com os tumores podem exigir a remoção do osso mandibular, deixando a mandíbula defeituosa e obrigando uma análise cuidadosa de soluções. Esta análise requer a compreensão da biomecânica da mandíbula e a investigação da sua resposta às condições de mastigação. É igualmente importante estudar alguns procedimentos de reconstrução já existentes, como o desempenho da placa de fixação, ou inovadores, como determinar materiais para preenchimento de lesões. Globalmente, o objetivo centra-se em analisar o comportamento do osso nas mais variadas situações clínicas. Foram fornecidos conjuntos de imagens de cinco pacientes com problemas mandibulares, e aqueles que apresentavam lesões mandibulares foram trabalhados de forma a estudar o efeito do preenchimento no osso. Foram também criados dois modelos adicionais para simular o osso osteoporótico e pós radioterapia. O foco centrou-se na análise dos valores de tensão de von Mises do osso em todos os casos. Posteriormente analisou-se a tensão dos preenchimentos e da placa de fixação. As deformações, e as tensões máximas e mínimas, também foram analisadas para os modelos que simulavam a osteoporose e o osso pós radioterapia. Concluiu-se que nos modelos com preenchimento existe uma redução de tensão de von Mises no osso devido ao preenchimento e capacidade de suportar eficazmente as forças mastigatórias. Estudou-se igualmente o comportamento do osso, e o impacto da placa de fixação, nos modelos que simulavam o antes e depois de uma mandibulectomia parcial. Verificou-se que a placa de fixação diminui a tensão de von Mises, uma vez que é concebida para suportar forças e proteger o osso durante a cicatrização. Para os restantes modelos, foram efetuadas simulações em situações pós-radioterapia e de osteoporose. No caso do modelo com osso pós-radioterapia, os valores de tensão foram mais elevados do que no osso normal, mas não de forma linear. Foram observados fenómenos semelhantes para o modelo com osteoporose. Assim, este estudo contribuiu não apenas para a compreensão aprofundada do comportamento biomecânico da mandíbula, mas também para o aperfeiçoamento de estratégias de reconstrução e intervenções clínicas em pacientes com tumores na região da cabeça e pescoço, proporcionando uma base sólida para futuras pesquisas e avanços na prática médica
- Representações mentais de mães com depressão pós-parto e o seu impacto nas interacções mãe-bebéPublication . Costa, Ana Rita Fernandes daA literatura evidencia que mães com sintomatologia de depressão pós-parto reflectem sentimentos de tristeza, instabilidade emocional, irritabilidade, choro e cansaço, pelo que apresentam uma grande dificuldade em estabelecer um vínculo afectivo saudável com o seu bebé (Brazelton & Cramer, 1997). Neste sentido, o presente trabalho procurou compreender qual é o impacto que as representações mentais, de mães com depressão pós-parto, podem ter na interação mãe-bebé. O estudo de cariz qualitativo foi realizado a partir de cinco mães com diagnóstico de depressão pós-parto. O protocolo de avaliação foi constituído por cinco instrumentos: Escala de Depressão Pós-Parto de Edinburgh, o Inventário de Avaliação Clínica de Depressão – IACLIDE, o Inventário de Personalidade de Millon e ainda, a Entrevista R, cujo objectivo principal assenta na compreensão e análise das representações mentais. A análise dos resultados obtidos, através dos instrumentos utilizados, permitiu concluir que os dados obtidos suportam a revisão da literatura efectuada (Brazelton e Cramer, 1997; Klaus, 2000; Spitz, 2000; Schwengber e Piccinini, 2003), uma vez que estas mães reproduziram representações mentais com tonalidade afectiva negativa quer de si próprias, quer dos seus bebés. Diante destes dados, é de prever a possibilidade de ocorrência de repercussões desfavoráveis nas interacções precoces com o bebé, o que pode levar a um comprometimento do prognóstico cognitivo e comportamental da criança. Segundo Silva & Botti (2005) as consequências, em termos do desenvolvimento humano, são preocupantes, pelo que, torna-se necessário um planeamento de intervenções que contemplem um acompanhamento psicológico e a organização de cuidados de saúde diferenciados das famílias, onde as mães possam apresentar sintomatologia de depressão pós-parto, tendo presente acções especializadas de protecção às crianças.
