Percorrer por autor "Correia, Magda Costa"
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- Tomografia computorizada de dupla energia: avaliação de fraturas - revisão sistemática/metanálise: fraturas da coluna toracolombarPublication . Correia, Magda Costa; Monteiro, Mário; Figueiredo, JoãoContexto: As fraturas da coluna toracolombar são frequentes em contexto de trauma e podem estar associadas a morbilidade significativa. A distinção entre fraturas recentes e antigas é clinicamente relevante, sendo o edema da medula óssea um marcador típico de fratura aguda. A Ressonância Magnética (RM) é o método de referência para a sua deteção, mas a sua aplicação em contexto de urgência pode ser limitada por questões logísticas, duração do exame e contraindicações. A Tomografia Computorizada de Dupla Energia (TCDE) tem emergido como alternativa promissora, permitindo a identificação de edema ósseo e, consequentemente, a avaliação de fraturas recentes. Objetivo: Avaliar o desempenho diagnóstico da TCDE na deteção de fraturas toracolombares através da identificação de edema da medula óssea associado a fraturas recentes, utilizando a RM como padrão de referência, e sintetizar quantitativamente a evidência disponível através de uma revisão sistemática e metanálise. Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática de estudos publicados entre 2014 e 2025, de acordo com as diretrizes PRISMA, com pesquisa nas bases de dados: PubMed®, B-On, Web of Science™ e Google Scholar®. Foram incluídos estudos em português ou inglês, com texto integral, que comparassem TCDE com RM na avaliação de fraturas toracolombares. A metanálise bivariada foi conduzida com modelo de efeitos aleatórios, estimando-se sensibilidade, especificidade, razões de verosimilhança (RV+ e RV−), diagnostic odds ratio (DOR) e curva ROC sumária (SROC). Discussão: Foram incluídos 19 estudos. A TCDE demonstrou sensibilidade combinada de 89,2% e especificidade combinada de 94,5%, sugerindo elevado desempenho na identificação e exclusão de fraturas, respetivamente. A RV+ elevada, de 16,29, reforçou a utilidade clínica de um resultado positivo, enquanto a RV− de 0,114, indicou redução relevante da probabilidade de fratura perante um resultado negativo, embora sem exclusão absoluta. Observou-se heterogeneidade elevada, refletida pelos valores de 𝜏2 e pela região preditiva alargada na SROC, plausivelmente relacionada com diferenças entre populações, prevalência de fratura, modalidades de TCDE, parâmetros técnicos e experiência dos leitores. Conclusão: A TCDE apresenta bom desempenho diagnóstico na avaliação de fraturas toracolombares quando comparada com a RM, constituindo uma ferramenta útil, particularmente em contextos em que a RM não é imediatamente exequível. Contudo, a variabilidade entre estudos sugere necessidade de padronização técnica e investigação adicional para clarificar os fatores que influenciam o desempenho diagnóstico.
