Browsing by Author "Castro, Miguel"
Now showing 1 - 2 of 2
Results Per Page
Sort Options
- O comércio retalhista como instrumento para a criação de uma identidade transfronteiriçaPublication . Castro, MiguelDesde sempre as localidades próximas das fronteiras estabeleceram relações entre as suas populações - familiares, de trabalho e, talvez as mais antigas, comerciais. Desde sempre o factor barreira, induzido pela fronteira, não representou obstáculo às relações entre povos. Dependendo da porosidade da fronteira, as relações podem tornar-se mais ou menos intensas, mais ou menos tranquilas, mas nunca nulas. O contrabando e o aproveitamento das vantagens comparativas entre dois países proporcionaram sempre contactos e uma alteridade que potencia a formação de uma identidade na população, que não deixando de ser nacional, é, simultaneamente, transfronteiriça. No caso da fronteira interna da Península Ibérica, sempre se puderam verificar relações comerciais que, essencialmente após a adesão dos dois países à U. Europeia, e mais concretamente a partir de Schengen, se intensificaram, devido à diluição do efeito de barreira. No caso do polígono formado por Portalegre/Elvas/Badajoz/Valência de Alcântara verifica-se que o factor de maior aproximação entre as populações é o comércio a retalho e que este, directa ou indirectamente, influencia o crescimento e a expansão urbanos.
- "A preto e branco" - a geografia na educação pré-escolarPublication . Castro, MiguelA Geografia tenta explicar as relações entre o Homem e o planeta. Olhada deste ponto de vista, poderá parecer difícil introduzir conceitos geográficos no pré-escolar. Demasiado complexo, “abstracto”, para crianças entre os 3 e os 5/6 anos. A diversidade de espaços e a dificuldade de acesso e interiorização dos mesmos leva a que a Geografia seja, para uma criança desta faixa etária, distante, imaterial e imperceptível. Para que se possa atrair crianças para a Geografia será aconselhável abordá-las dentro do seu próprio universo. Como demonstra Kieran Egan, às crianças atrai mais o exótico, o estranho, o diferente; a partir de narrativas e histórias, a criança consegue manipular conceitos abstractos, desde que apresentados em oposições binárias bem vincadas. Transpondo este raciocínio para a Geografia, podemos apresentar, de forma significante, diferentes conceitos, como: floresta/deserto, montanha/planície.
