Percorrer por autor "Castanheira, Hugo"
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- Conceções e práticas de ensino da linguagem escrita na Educação Pré-Escolar e no primeiro ano do primeiro Ciclo do Ensino BásicoPublication . Castanheira, Hugo; Araújo, LuísaO final da educação pré-escolar e a passagem para o primeiro ano do 1º ciclo do ensino básico (1º CEB) constituem uma fase importante na vida académica dos alunos, pois assinalam o início do ensino formal. Assim sendo, procurou-se com esta investigação compreender de que forma as conceções dos docentes influenciam a abordagem à linguagem escrita durante a educação pré-escolar e a aprendizagem da mesma no primeiro ano do 1ºCEB. O estudo que aqui apresentamos teve os seguintes objetivos: compreender a importância que educadores da educação pré-escolar e professores do 1.º ano do primeiro ciclo atribuem ao desenvolvimento de competências da linguagem escrita e aferir a congruência entre as conceções e práticas de educadores e de professores quanto à valorização da linguagem escrita. A presente investigação constitui-se como sendo de natureza qualitativa com uma perspetiva interpretativa, adotando uma metodologia de estudo de caso, incidindo sobre uma única escola com valências de educação pré-escolar e 1.º CEB. A recolha de dados foi realizada através da aplicação de entrevistas semiestruturadas a quatro educadoras de infância e cinco a professores do primeiro ciclo desta escola. A análise e o tratamento dos dados qualitativos caraterizaram-se pela categorização de temas e subtemas que nos permitiram responder às questões de investigação e discutir os resultados. Os resultados mostram que tanto os educadores como os professores valorizam o desenvolvimento de competências da linguagem escrita. Mais especificamente, a diversidade das práticas descritas e a intencionalidade pedagógica das mesmas evidenciam que as suas conceções influenciam a abordagem à aprendizagem da escrita. Verificou-se que a valorização do desenvolvimento da linguagem escrita se encontra associada à perceção que as educadoras têm sobre as suas práticas pedagógicas e formação, pois as entrevistadas que partilharam informações adicionais são as mesmas que mencionam ter recebido formação contínua neste domínio. Apuraram-se também as conceções dos docentes em relação aos entraves no acesso à formação contínua. Tanto educadores como professores mencionam que as formações, além de terem um elevado custo financeiro, este é assumido pelos mesmos, o que, por sua vez, nos leva a questionar a igualdade no acesso à formação contínua profissional.
