Percorrer por autor "Cambim, Karina"
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- Indisciplina na sala de aula do 1º CicloPublication . Cambim, Karina; Jorge, JoséO presente Relatório Final de Mestrado, intitulado Indisciplina na sala de aula do 1.º Ciclo — Um estudo exploratório qualitativo com um grupo de professores de um Agrupamento de Escolas do Concelho de Loures, centra-se na análise do fenómeno da indisciplina escolar no 1.º Ciclo do Ensino Básico, procurando compreender as suas causas, manifestações e as estratégias de gestão adotadas pelos docentes. O estudo emergiu da experiência direta da investigadora durante o estágio pedagógico, onde se constatou a influência dos comportamentos indisciplinados no clima de sala de aula e na qualidade do processo de ensino-aprendizagem. Com base numa abordagem qualitativa, de natureza descritiva e interpretativa, a investigação recorreu à realização de entrevistas semiestruturadas a quinze professores de um agrupamento de escolas do concelho de Loures. A análise dos dados foi conduzida segundo a metodologia de análise temática proposta por Braun e Clarke (2006), permitindo identificar temas e subtemas relacionados com as perceções dos docentes sobre a indisciplina, as suas causas e as estratégias de intervenção mais utilizadas. Os resultados evidenciam que a indisciplina é percecionada pelos professores como um fenómeno multifatorial e relacional, influenciado por dimensões pessoais, familiares, escolares e socioculturais. A gestão eficaz da sala de aula depende, sobretudo, da qualidade da relação pedagógica, da empatia e da consistência das regras. As práticas docentes mais eficazes baseiam-se em estratégias preventivas, participativas e cooperativas, em consonância com os princípios da Disciplina Positiva de Jane Nelsen, que valoriza a empatia, o respeito mútuo e a corresponsabilidade. Este trabalho reforça a importância da formação contínua dos professores nas áreas da educação socio emocional, da mediação de conflitos e da gestão relacional, evidenciando que a indisciplina, mais do que um obstáculo, pode constituir uma oportunidade de crescimento e de aprendizagem ética e emocional — tanto para os alunos como para os docentes.
