Percorrer por autor "Cabrita, Cristiano"
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- Conservadorismo americano e o neoconservadirismo : a dicotomia na cultura política norte-americanaPublication . Cabrita, CristianoDurante a última campanha presidencial norte-americana, e ainda recentemente, Donald Trump assumiu com alguma insistência que era o herdeiro ideológico de Ronald Reagan. Ora, dificilmente se pode considerar Trump como um causídico do conservadorismo tradicional reaganiano tendo em conta a sua posição em temas como o aborto, a emigração, a saúde ou a política externa. Igualmente, no âmbito das primárias republicanas, o Senador Rand Paul, num comício republicano em Nashua, New Hampshire, atacou Hillary Clinton acusando-a de ser “neoconservadora” em termos de política externa. O problema que despontou durante este período de debate – e que de certa maneira não está inteiramente esclarecido – foi a imprecisão conceptual e metodológica que emergiu em torno do significado “conservador”, em geral, e do “conservadorismo americano” e “neoconservadorismo”, em particular. Na verdade, muitas vezes – erradamente – os conceitos foram confundidos e /ou diluídos num único significado. Por conseguinte, é esse o exercício clarificador que nos propusemos com a elaboração deste artigo.
- Why democracy is its own worst enemy?Publication . Cabrita, CristianoOs desafios futuros que se colocam à democracia são tão graves que os cientistas políticos têm dificuldade (e coragem) em identificar com clareza o que vai acontecer nas próximas décadas. De facto, quando os termos “democracia” e “inimigo” são utilizados na mesma frase existe uma tendência natural, por parte daqueles que vivem nas sociedades democráticas do Ocidente, em procurar a fonte de todos os problemas fora da chamada “bolha democrática” ocidental. Ou seja, os “inimigos democráticos” – os nossos próprios inimigos – são criaturas mitológicas que vivem num horizonte longínquo. Na atualidade, esta linha de pensamento tem sido visível em torno do debate sobre a luta da democracia contra os seus “inimigos externos”. Esta asserção não é inédita, nem recente. Durante o período da Guerra-Fria fomentou-se a ideia de que a democracia estava em “guerra” com o comunismo e, antes disso, com o nacional-socialismo e fascismo. Recentemente, estes “inimigos externos” ganharam uma nova dimensão com a emergência do autoritarismo mundial, do terrorismo internacional, do extremismo religioso e do fundamentalismo islâmico. O problema é que esta asserção está errada. Ou, pelo menos, não está totalmente correta. Concretamente, segundo o argumento explanado neste artigo, a democracia é, em certa medida, a sua pior inimiga. Porquê? Porque a maioria das questões que estão hoje em dia a ser debatidas resultam de um elevado grau de inépcia, apatia, alheamento e desinteresse por parte das democracias liberais.
