Percorrer por autor "Broa, Alexandra Maria de Caravalho"
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- Trabalho solitário: análise de tecnologias aplicadas à segurança e saúde no trabalho numa siderúrgicaPublication . Broa, Alexandra Maria de Caravalho; Costa, Olga; Mendes, DavidEm contextos industriais de elevado risco, como o setor siderúrgico, a proteção de trabalhadores que desempenham funções em regime de isolamento operacional representa um desafio crítico. Este trabalho teve como objetivo principal analisar a aplicação de tecnologias de monitorização para reforçar a segurança e saúde no trabalho (SST) de profissionais em situações de trabalho solitário, numa unidade industrial do Grupo XPTO. A questão de investigação orientadora centrou-se em saber: como podem as tecnologias de monitorização contribuir para a mitigação dos riscos associados ao trabalho solitário em ambiente siderúrgico? Para tal, foram definidos os seguintes objetivos específicos: (i) identificar e caracterizar os postos de trabalho solitário na organização em estudo; (ii) identificar e analisar soluções tecnológicas de monitorização com potencial aplicação à SST em contexto solitário; (iii) realizar um estudo comparativo dessas soluções; (iv) elaborar um plano de implementação; (v) aplicar experimentalmente algumas dessas soluções; e (vi) avaliar o impacto da intervenção. A investigação baseou-se numa abordagem de investigação-ação, envolvendo métodos qualitativos e quantitativos. Foram utilizadas técnicas como observação participante, análise documental, consulta a fornecedores, aplicação de dois questionários (antes e após a intervenção) e análise descritiva dos dados obtidos. Entre as tecnologias analisadas, destacaram-se palmilhas inteligentes, relógios com botão de emergência, detetores de gases e dispositivos de alarme para trabalhadores isolados. Foram testadas duas soluções: o detetor multigás MSA Altair iO4, com alarme de “homem caído”, e o TWIG One EX, com alerta automático e geolocalização. A implementação permitiu melhorar a perceção de segurança e a capacidade de resposta em emergências, embora tenham sido identificadas limitações de conectividade e resistências iniciais. Conclui-se que o sucesso destas soluções depende da sua adequação técnica, da formação contínua e de uma cultura organizacional orientada para a prevenção.
