Percorrer por autor "Bevilaqua, Clara Fonseca"
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- Para arranca - para nadaPublication . Bevilaqua, Clara Fonseca; Gomes, Elisabete XavierEste é um ensaio sobre um projeto em que a escrita é pesquisa viva. Para Arranca - para nada investiga, a partir das caminhadas partilhadas que aconteceram no bairro Alto do São João, com pessoas de muitas idades, moradoras do bairro e de localidades vizinhas na cidade de Lisboa. Um projeto de intervenção co-criado e implementado por Clara Bevilaqua e Guilherme Calegari (ambos estudantes do Mestrado em Educação, Práticas Artísticas e Inclusão) com orientação de Elisabete X. Gomes. O mesmo projeto, a mesma orientadora, olhares e dissertações distintas. A a/r/tografia é a escolha metodológica que sustenta uma escrita em que o processo é também resultado e acontece porque quem escreve se coloca entre ser artista, educadora e investigadora. Ao longo dos capítulos a autora discorre sobre o movimento, a relação com a rua e a cidade, a educação, a presença, as artes, as infâncias e o brincar. O “para nada” emergiu como estado de criação e de resistência à lógica produtivista, permitindo que o brincar se afirmasse como prática política e estética. O “nadar” surge como metáfora de um corpo em movimento que aprende com o desconhecido, o vazio, o que nasce e o próprio nada. A escrita tornou-se uma continuação das caminhadas - uma busca por brechas em que o brincar pudesse existir também no texto. Um olhar para as artes e a educação como espaços vivos de encontro, vulnerabilidade e transformação. Deixa brechas abertas como um convite para estar presente, brincar e “nadar”.
