Percorrer por autor "Barros, Lilou"
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- Padrões de Atividade e Qualidade de Vida em Gatos SénioresPublication . Barros, Lilou; Azevedo, Alexandre de CarvalhoOs gatos ocupam, de forma progressiva, uma posição de destaque como membros integrantes do núcleo familiar, cujo bem-estar é priorizado pelos tutores. Com o aumento da longevidade, a prevalência de patologias geriátricas tem vindo a aumentar (por exemplo, osteoartrite, doença renal crónica e hipertiroidismo), colocando aos tutores dificuldades na avaliação da qualidade de vida dos gatos nesta fase da vida. Existem vários questionários de qualidade de vida (QOL, do inglês quality of life assessments) para permitir aos tutores e aos veterinários avaliar o bem-estar dos gatos. Questões sobre a atividade física ou locomotora fazem parte da maioria dos questionários, mas existem poucos estudos que tenham usado medidas objetivas de atividade física. A hipótese vigente é que a atividade física diminui com a diminuição da qualidade de vida, especialmente na presença de patologias que causam dor, como a patologia articular. Neste estudo, foi proposta a validação da medição de atividade média diária com recurso a coleiras do tipo pet tracker, como indicador de qualidade de vida em gatos séniores. Para esse fim, foram comparados os dados de atividade física com os resultados de questionários de qualidade de vida, e a variação de ambos os indicadores com fatores demográficos e clínicos (idade, sexo, ambiente, presença de patologia crónica e presença de patologia articular). A utilização de coleiras pet trackers permitiu quantificar a atividade física dos gatos séniores que se correlacionou positivamente com os scores de qualidade de vida, de forma estatisticamente significativa (r = 0,53, n = 19, p = 0,02). Foram ainda detetadas evidências consistentes e estatisticamente significativas de diminuição da atividade (U = 17, p = 0,03) e do score de qualidade de vida (U = 14, p = 0,01) em gatos com patologia crónica previamente diagnosticada. Os resultados do presente estudo validam pela primeira vez a atividade média diária registada por pet trackers como um indicador de qualidade de vida em gatos séniores.
