Browsing by Author "Antunes, Daniela Filipa Fernandes"
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- Posso ser o que eu quiser! – um projeto sobre questões de género e sexualidade no 1.ºCEBPublication . Antunes, Daniela Filipa Fernandes; Teixeira, Maria Filomena Rodrigues, 1959-Vivemos num mundo onde ainda é esperado coisas diferentes dos rapazes e das raparigas. São vários os estudos científicos, incluindo estudos ligados às neurociências, que procuram justificar as (des)igualdades que encontramos no quotidiano. O relatório Final “Posso ser o que eu quiser! – Um projeto sobre questões de género e sexualidade no 1.ºCEB” incide sobre como as questões de género e sexualidade podem estar presentes nos contextos educativos, nomeadamente no 1.º Ciclo do Ensino Básico. No âmbito da investigação, pretendeu-se compreender a relação das crianças de uma turma do 2.º ano com a educação sexual. Ao deparar-me com uma realidade educativa onde as crianças mostravam que a reprodução era um assunto curioso para grande parte da turma foi mobilizado um projeto que, depressa, suscitou interesse por parte dos alunos e alunas acerca das diferenças entre ser menino e ser menina. Através de uma metodologia de trabalho de projeto, onde a criança foi convidada a investigar sobre os temas que despertavam o seu interesse, baseando-se no que já sabiam e no que desejavam descobrir, procurou-se proporcionar um ambiente educativo onde os saberes pudessem estar interligados e as questões de género pudessem ser desocultadas. Foi ressaltada, também, a importância das famílias por serem parte integrante do processo educativo, estabelecendo, assim, uma relação de co-construção. O projeto decorreu de abril a junho de 2018, seguindo uma pedagogia flexível, onde as sessões foram conduzidas de acordo com o interesse das crianças, podendo durar 1 a 4 horas por sessão. Através da ação estruturada pelas próprias crianças, os resultados da investigação destacam a evolução do comportamento das mesmas face ao eu e ao/à outro/a. Observou-se que os/as alunos/as desenvolveram um olhar mais crítico sobre as questões de género, passando a reconhecer determinados comportamentos como estereotipados e a respeitar os vários gostos e preferências de cada menino ou menina. Mostraram-se mais sensíveis para a importância de valores como a empatia e o respeito, princípios fulcrais numa educação cidadã, onde a igualdade de género é fomentada.
