Percorrer por autor "Amorim, Ana Carolina Paz"
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- Liderança em Transição: As Preferências de Millennials e Geração Z em Ambientes Organizacionais ContemporâneosPublication . Amorim, Ana Carolina Paz; Marques, GabrielaA coexistência de diferentes gerações no mercado de trabalho, em particular os Millennials (1981–1996) e a Geração Z (a partir de 1997), coloca novos desafios às práticas tradicionais de liderança e gestão de talentos. Estas gerações tendem a valorizar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, bem como autenticidade e empatia nos líderes, contrastando com modelos hierárquicos convencionais e exigindo uma adaptação contínua por parte das organizações. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar as perceções de ambas as gerações relativamente aos estilos de liderança, identificando expectativas, preferências e implicações para a retenção de talento. A investigação baseou-se na aplicação de um questionário a 100 profissionais de uma empresa de aviação sediada nos Emirados Árabes Unidos. Os dados foram analisados com recurso ao software SPSS (versão 25), integrando estatísticas descritivas, testes comparativos de análise de variância (ANOVA) e análise fatorial exploratória com rotação Varimax. O instrumento revelou consistência interna adequada, avaliada pelo alfa de Cronbach, e permitiu identificar seis fatores que sintetizam as perceções de liderança das duas gerações. Os resultados indicam que os Millennials valorizam sobretudo estilos de liderança transformacional e transacional, associados ao reconhecimento, ao feedback contínuo e a oportunidades de crescimento profissional. Por sua vez, a Geração Z atribui maior relevância à liderança servidora, autêntica e inclusiva, destacando a empatia, o bem-estar, a diversidade, a ética e o alinhamento com o propósito organizacional. Estes achados confirmam a existência de diferenças significativas entre gerações e reforçam a necessidade de líderes capazes de articular práticas transformacionais e servidoras, criando contextos organizacionais que respondam às expectativas emergentes. Conclui-se que uma liderança eficaz em ambientes intergeracionais deve combinar inspiração, inovação e orientação para resultados com práticas que assegurem empatia, inclusão e bem-estar. Estes contributos oferecem implicações teóricas e práticas para a gestão de pessoas em organizações contemporâneas, salientando a importância de ajustar estilos de liderança às especificidades geracionais como estratégia de retenção de talento.
