Browsing by Author "Aires, Maria Clara Lopes"
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- Autoeficácia dos Enfermeiros Líderes Clínicos - Um Estudo num Agrupamento de Centros de Saúde da Região de Lisboa e Vale do TejoPublication . Aires, Maria Clara Lopes; Lucas, Pedro Ricardo Martins BernardesIntrodução: A temática do enfermeiro líder clínico é cada vez mais um aspeto fulcral e de grande importância para a enfermagem, na medida em que a formação em liderança permite um aperfeiçoamento significativo e eficaz que se distingue ao ser desenvolvido e aplicado no ambiente de trabalho da prática de enfermagem (APE). Citado por, (Carvalho, M. C., & Lucas, P. R., 2020). Assim, podemos considerar a essência, que se manifesta através das qualidades pessoais, dos líderes clínicos, de forma eficiente e eficaz onde as mesmas, estão associadas à sua autoeficácia, à sua autoconfiança, à sua autoconsciência, à sua autogestão e a um impulso, na sua própria evolução, com vista à sua integridade, e às suas responsabilidades perante os clientes e as instituições organizacionais. A liderança clínica tem-se destacado como um conceito valioso e amplamente referido na literatura de enfermagem que salienta a necessidade de distinguir o potencial de liderança dos enfermeiros na prestação de cuidados. Além disso, sublinha ainda a liderança dos enfermeiros com cargos formais nas organizações, destacando-se a importância do desenvolvimento de competências de liderança clínica dos mesmos na prestação de cuidados, com enfoque na garantia da qualidade dos cuidados de saúde. Segundo Bender M, Spiva L, Su W, Hites L. (2018), a prestação de cuidados integrados que advém da liderança de enfermeiros, neste caso, líderes clínicos é um modelo emergente com adoção crescente. Baseado num modelo de prática de liderança de enfermeiros clínicos, recentemente validado por, (Carvalho, M. & Lucas, P., 2022) que, conceitua as características do modelo de cuidado, e, levanta hipóteses sobre os seus mecanismos de ação. Os enfermeiros gestores devem intervir no desenvolvimento de políticas ao nível organizacional, devem melhorar a coordenação e organização dos cuidados de enfermagem e os recursos humanos e materiais nas unidades/serviços. Devem investir nas suas formações e nos seus desenvolvimentos, bem como na dos enfermeiros para melhores níveis de competências que conduzam à compreensão e respeito mútuo nas equipas, e à prestação de cuidados de enfermagem culturalmente congruentes. Nas pesquisas bibliográficas, que efetuamos, observamos que este tema de líder clínico, apesar de já estudado nalguns contextos tem sido menos estudado nos ambientes de Cuidados de Saúde Primários. Verificámos que não foram realizados estudos que incluíssem estas variáveis nos Cuidados de Saúde Primários em Portugal; portanto, existe uma lacuna de conhecimento que o nosso estudo pode ajudar a preencher. Neste sentido, a questão de investigação definida para o presente estudo foi a seguinte: Questão de Investigação: Qual a Autoeficácia dos Enfermeiros prestadores de cuidados de um Agrupamento de Centros de Saúde, sobre as competências de liderança clínica? Como objetivos do trabalho, foi definido: Objetivo Geral: Identificar a autoeficácia dos Enfermeiros prestadores de cuidados de um Agrupamento de Centros de Saúde, sobre as competências de Liderança Clínica. Objetivos Específicos: - Descrever os níveis de autoeficácia dos Enfermeiros prestadores de cuidados, no âmbito do desenvolvimento das competências de Liderança Clínica num Agrupamento de Centros de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo. - Identificar a relação entre as variáveis sócio demográficas e profissionais e a autoeficácia dos enfermeiros prestadores de cuidados de um Agrupamento de Centros de Sáude, no âmbito do desenvolvimento das competências de Liderança Clínica. - Identificar, o grau de autoeficácia dos enfermeiros prestadores de cuidados de um Agrupamento de Centros de Sáude, no âmbito do desenvolvimento das competências de liderança clínica através das dimensões da escala CNLSES-PT. Método: Trata-se de um estudo de caso, quantitativo e transversal. A amostra deste estudo é não-probabilística e intencional. A CNLSES- PT foi enviada/aplicada a 251 Enfermeiros de um Agrupamento de Centros de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo. Conclusão: Nesta perspetiva, consideramos importante medir a Autoeficácia dos Líderes Clínicos de Enfermagem em Portugal – e utilizámos um instrumento de avaliação traduzido e validado psicometricamente para os enfermeiros portugueses por Carvalho, Gaspar, Potra & Lucas (2022) que se denomina (CNLSES - PT) - Escala de Autoeficácia para Enfermeiros Líderes Clínicos que foi devidamente autorizado pelo autor do mesmo. Em resposta, a este questionário, obteve-se um total de 40 questionários válidos que se constituem como os participantes no estudo. Destaca-se que, a maioria, dos intervenientes neste estudo são do sexo feminino numa faixa etária de idades compreendidas entre os 30 e os 64 anos. Perante a análise realizada, aos dados obtidos, verificou-se que os enfermeiros com formação avançada neste domínio têm uma maior percepção de auto-liderança. No entanto, constatou-se também que os enfermeiros que, se preocupam em adquir competências específicas, sobretudo no que se refere à dimensão de Liderança Clínica, são os enfermeiros, entre a faixa etária, dos 50 aos 59 anos e dos 60 aos 64 anos.
